sexta-feira, 29 de julho de 2011

Glauber Gomes assumirá cadeira do legislativo municipal

Segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Morro do Chapéu Glauber Gomes será o mais novo vereador a assumir uma cadeira no legislativo, fato marcante na história do município, afirmou João Humberto em entrevista a rádio Diamantina FM. Glauber que é suplente, e em decorrência ao estado de saúde da vereadora Francisca Neide, Galuber será convocado ainda hoje por ofício para assumir a cadeira que pertencia à vereadora Francisca Neide Furtado de Lucena. Galuber será empossado nesta segunda feira, 01/08

Comento
É com grande alegria que noticiamos este fato, visto ser Glauber um grande amigo é um dos mais jovens capazes de Morro do Chapéu para assumir tão honroso cargo. Boa sorte.

Aqui tem mais marxismo do que na China

Voces leram bem. Em Irecê vão promover uma discussão sobre a pedagogia marxista. Espantoso. E não se pode fazer qualquer crítica sob a ameaça de ser clasisficado de "reacionário", "direitista", "atrasado", e outras ofensas mais. Um esquerdista não aceita críticas. Veja o que um colunista do site Morronotícias falou sobre Lula: "revolucionou os conceitos políticos, sociais e administrativos..numa visão nacionalista inovadora'. Ainda se fosse um beneficiado do Bolsa Família, se entenderia tamanha puxação de saco, mas um indivíduo esclarecido? A corrupção ameaça paralisar o Brasil, legado que Lula deixou para Dilma, mas para o petista vivemos no melhor dos mundos. A revista Veja, que os esquerdistas odeiam tanto, denunciou a roubalheira no Mistério dos Transportes e Dilma está fazendo a faxina. E se a Veja não tivesse denunciado? Tudo ficaria como dantes no quartel de abrantes.

Enxergando a dialética marxista num simples poema

Lauro Adolfo

Era apenas um poema narrando as brincadeiras infantis lá pelos idos dos anos 70 no sertão, onde falta tudo, até os brinquedos, com os tempos atuais de internet, videogame e sites de relacionamento social. Naturalmente  a autora do poema, relembrava nostalgicamente sua infância, atitude muito comum em qualquer ser humano. Esse seria o resumo sucinto do poema, mas um veículo da mídia local tinha que ideologizar as imagens ali transcritas. E saiu-se com isto:
“...um poema que fez relembrar as vicissitudes das crianças de antigamente com os hábitos das crianças da modernidade, numa exuberante exposição da metamorfose dos costumes, denunciando a dinâmica da dialética materialista tão bem explicada pelos pressupostos marxistas.”
Segundo se pressupõe, a ideologia marxista condena a “dialética materialista”, seja isto o que for , em favor talvez, de uma dialética espiritualista. Mas como se o marxismo condena qualquer tipo de espiritualidade, incluindo religiões populares até aquelas que se reúnem em sociedades secretas (maçonaria)?
Vejam em que terreno pantanoso um simples poema foi nos colocar. A ideologia marxista condena tanto o materialismo quanto o espiritualismo. O que resta então? Eu respondo: a completa e irrevogável eliminação da individualidade. Não existe mais um indivíduo e sim a coletividade. Ninguém possui nada pois tudo é de todos. O indivíduo é apenas uma peça numa gigantesca engrenagem. Sem direito a ter opiniões a não ser aquelas autorizadas pela nomenklatura. Um mundo cinzento, onde vivem por viver. Não há paraíso nem inferno além túmulo pois não há deuses nem anjos, nem demônios (o demônio é o capitalismo).  O que foi no passado será no presente e no futuro. Um mundo absolutamente previsível, perfeitamente adequado para se ter o controle total dos indivíduos, favorecendo o tirano de plantão.
O enfoque “marxista” do singelo poema, está adequado a visão anticapitalista de quem professa a cartilha socialista. Para essa corrente ideológica, toda a arte que não enfoque o “realismo socialista” se enquadra na vertente burguesa, e como tal, decadente. Deixa-se de lado as imagens bucólicas, sentimentais do poema em favor de uma visão ideológica rígida e implacável, em detrimento da sensibilidade artística. Sensibilidade artística é coisa de burguês decadente, segundo o marxismo,  e como tal, deve ser combatida.

Encontro regional em Irecê discute marxismo na prática pedagógica


O Coletivo de Estudos e Pesquisas em Educação e Emancipação Humana (Cepehu), do Campus XVI da Uneb, em Irecê, inscreve para o IV Encontro Regional de Educação, Marxismo e Emancipação Humana (Eemeh) até este domingo (31). Os interessados em participar devem preencher a ficha de inscrição, disponível no blog cepehu.blogspot.com, e enviá-la para o e-mail cepehu@yahoo.com.br. A taxa é de R$ 15 para estudantes e de R$ 20 para profissionais. O evento, que acontece entre os dias 21 a 23 de setembro no campus, aborda o tema Marxismo e a formação humana na educação escolar. O objetivo da iniciativa é discutir a relação entre a teoria e a prática do materialismo histórico dialético com referencial no desenvolvimento para o trabalho educacional escolar, reforçando a perspectiva marxista na área pedagógica.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Crack ajuda a elevar estatísticas de homicídios no país


BELO HORIZONTE - O consumo do crack já provoca uma epidemia de homicídios no país, que vitima principalmente jovens de 15 a 24 anos e é um dos principais fatores do aumento da violência, especialmente no Nordeste. Luiz Flávio Sapori, professor da PUC Minas e um dos principais estudiosos do tema no Brasil, em dois anos de análise conseguiu constatar claramente este fenômeno nos dados de violência em Belo Horizonte, capital mineira.
- A fatia mais considerável da violência nas principais cidades brasileiras está relacionada à introdução do crack. Em especial no Nordeste, onde estão as capitais que tiveram o maior aumento de homicídios - afirma o pesquisador, que classifica o crack como a droga mais danosa da sociedade atual e critica a falta de medidas concretas de atenção ao problema por parte do governo federal.
Em Pernambuco, o crack já se alastrou por todas as cidades do estado . Ao lançar no ano passado o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento ao Crack, o governador Eduardo Campos afirmou que 80% dos homicídios no estado tinham vinculação com o tráfico de drogas e que a grande maioria estava ligada ao crack.
" O Brasil simplesmente não tem uma política de atendimento ao usuário do crack "

Em Minas, Sapori conseguiu estabelecer esta relação entre o crack e o aumento da violência a partir de uma amostragem aleatória de inquéritos da Polícia Civil. Nos anos anteriores à inserção da droga na capital mineira, no meio da década de 90, o comércio de drogas era responsável por 8% dos crime contra a vida. A partir de 1997, este percentual cresceu consideravelmente, alcançando 19% dos crimes até 2004, e 33% em 2006.
- O Brasil simplesmente não tem uma política de atendimento ao usuário do crack. O SUS não está preparado tecnicamente para atender à especificidade do dependente de uma droga diferente de todas as outras existentes por aqui - diz o especialista.
Especialista defende internação forçada
Entre as medidas urgentes que ele defende estão a produção de conhecimento sobre o assunto e a quebra de tabus, entre eles a resistência à internação forçada - o que começou a ocorrer no Rio -, fundamental em vários casos, na opinião dele:
- As pessoas têm de saber que é uma droga muito sedutora e prazerosa, mas capaz de criar uma dependência química sem relação com outras drogas. O usuário não pode cair na visão ingênua de que vai conseguir fazer uso controlado do crack, pois a chance disso acontecer é quase nula.
Neste mês o tema se transformou em pauta principal do Instituto Minas pela Paz, organização da sociedade civil mantida por empresas ligadas à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A ONG buscou o apoio do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas (Conead-MG) e do Tribunal de Justiça para uma campanha para conscientizar sobre o drama. A mobilização levou um grupo de agências de publicidade a produzir todo o material voluntariamente.
" Não queremos que o governo federal dê comida, queremos que banque vagas "

Para especialistas, a timidez do apoio do Estado à política de atendimento aos usuários tem de acabar, e o desafio é encontrar um modelo de apoio. Por lei, o SUS não pode financiar a atividade que não do próprio governo, o que obriga o Ministério da Saúde a buscar maneira eficiente de financiamento. Uma das alternativas oferecidas pelo governo é oferecer ajuda na alimentação de dependentes.
- Não queremos que o governo federal dê comida, queremos que banque vagas - afirma o mineiro Aloísio Andrade, à frente do Colegiado de Presidentes de Conselhos Estaduais de Políticas sobre Drogas.
O colegiado propôs criar uma contribuição social de 1% do rótulo de bebidas e tabaco, carimbada para o financiamento de vagas para atendimento ao dependente químico. Mas não conseguiu o apoio do governo federal. O problema se agrava ainda com o crescente consumo de outras drogas devastadoras, como o oxi, ainda mais barata e letal que o crack.











quarta-feira, 27 de julho de 2011

A última entrevista de Antonio Carlos Magalhães

Antonio Carlos Magalhães, o político mais longevo no poder no Estado da Bahia, despertava ódio ou admiração, não havia meias medidas. Mas a política não tem muitos mistérios. Desde quando Maquiavel lançou seu livro, que a arte de governar se tornou uma ciência. Considerando o poder exercido por ACM por tanto tempo, seus ensinamentos são de grande valia para quem se interessa por política. Alguns servem para a vida particular. Confiram. 
Perg. – Como distinguir coragem de imprudência?
ACM – O observador é quem vai julgar se o sujeito é corajoso ou imprudente. Quem gosta de você diz que é coragem. Quem é adversário acha imprudência. No fundo o que vale é a consciência de cada um. Ou melhor, certos atos nem são de coragem, mas de respeito a si mesmo, ainda que sejam imprudência.
Você não pode é, por prudência perder o brio. É muito comum um político tentar ser tão prudente que acaba pecando por insensibilidade moral. Tenho vários exemplos desse tipo de político que desapareceu da política. Nesse e em outros casos, o sujeito tem de estar atento às circunstâncias. As circunstâncias são muito mais fortes que os nossos desejos.
P – O perigo de brigar com presidentes não é muito maior do que os dividendos de ser estilingue?
ACM – Deve-se brigar sempre para cima. É muito melhor. Brigar para baixo não dá vantagem alguma, ninguém toma conhecimento e ainda lhe acham covarde. Para cima é ótimo, sobretudo se for em defesa de um aliado mais fraco. Todo mundo passa a lhe respeitar mesmo que você não tenha razão. Ao brigar para cima, especialmente se for com o presidente, normalmente se perde, mas se sai mais forte.
P – Como tratar os inimigos?
ACM – Esqueça o nome de nossos inimigos. Pense neles, mas não os mencione. Não se deve sequer falar o nome deles para que não sejam lembrados. Às vezes até atacá-los é bom para eles e prejudicial para você. Esta é a coisa  mais certa que tem na política. Hoje sou forte na Bahia por causa de meus adversários.
P – No caso de um adversário mais fraco, como avaliar quando se deve atacá-lo ou ignorá-lo?
ACM – Depende. A princípio deve-se tratar os inimigos tão mal quanto se trata bem os amigos. Só é preciso tomar cuidado para que não se cometa nenhuma covardia ao brigar com os mais fracos. Também é preciso pensar que, muitas vezes, aquele que é pequeno hoje pode crescer amanhã. O inimigo só cresce em cima de seus erros. Agora, se o sujeito tem mérito, ele cresce de qualquer forma, independentemente da vontade dos mais fortes. Cresce por seus méritos e cresce mais ainda em cima dos erros dos adversários, a regra é clara.
P – Como saber da lealdade de um amigo?
ACM – Se ao entrar numa casa uma criança lhe olha torto, pode estar certo de que ali você não é benquisto. Também não acredite na lealdade de alguém cuja mulher não gosta de você.
P – Qual é o maior pecado de um político?
ACM – O maior pecado de um político é a traição e o maior defeito de caráter de um homem é a ingratidão. Sou leal até a medula com os meus amigos.
P – Qual seu último conselho?
ACM – Se você quer que os outros sejam amigos, apesar de seus defeitos, não se pode querer que os outros não os tenham. Só guarde reclamação do inimigo. Se amigo, bote tudo para fora, resolva na hora. Com os amigos a gente chega e resolve logo. Com os inimigos, não reclame dos golpes recebidos, prepare o troco. Vale a máxima: A vingança é um prato que se come frio.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A primeira e única eleição perdida pelo Cel. Dias Coelho

Considera-se que o major Pedro Celestino Barbosa era padrinho de Dias Coelho e seu mentor político. Ocorre que Dias Coelho enfrenta Pedro Celestino na eleição para Intendente Municipal em 1899. Tal eleição deixou perplexo Dantinhas, o principal historiador de Dias Coelho. Como Dias Coelho iria enfrentar seu padrinho político? Poderia ter sido alguma armação contra um adversário? Nunca se poderá saber. Transcrevemos a ata para conhecimento dos interessados na história de Morro do Chapéu. Note-se que Dias Coelho era tabelião.

Ata especial da Junta Municipal apuradora desta Vila do Morro do Chapéu para se proceder a apuração das Eleições dos membros do Conselho Municipal, do Intendente, da Junta Administradora Distrital e dos Juizes de Paz como abaixo se declara.

Aos vinte e sete dias do mês de Novembro do ano de mil oitocentos e noventa e nove, nesta Vila do Morro do Chapéu no edifício do Conselho Municipal na sala de suas sessões às doze horas da manhã, ali presente o Cidadão Antônio de Souza Benta, Presidente do Conselho, Francisco Nery Baptista, Marcolino Alves de Andrade, Quintino Francisco Britto, Pedro Antônio de Queiroz, e Tenente João  Ferreira da Silva Reis, membros e suplentes do Conselho Municipal e Presidente da primeira sessão eleitoral da sede desta Vila, já se tendo instalada a mesa como consta da ata que em virtude do art. 29, 30, e seus §§ da Lei de Agosto de 1895, ia se proceder apuração das eleições que teve lugar no dia 12 do corrente mês de Novembro de 1899, para membros do Conselho Municipal do Intendente da Junta e Administrador Distrital, e dos Juizes da Paz. O Presidente segundo as disposições do art. 30 da lei acima citada fez abrir os ofícios recebidos, mandou contar as autênticas que foram examinadas, e designou o membro Marcolino Alves de Andrade, para proceder leitura, e pelos demais membros o trabalho do apanhamento e apuração dos votos por algarismo sucessivo da numeração natural de modo que o último número mostre a totalidade dos obtidos por cada cidadão e publicarem em alta voz os números a medida que fossem escrevendo. Foram apresentadas cinco autenticas sendo duas da primeira e segunda secção d’esta Vila, uma da terceira secção da Freguesia do Riachão d’Utinga, uma da quarta secção da Povoação de Wagner, e uma da quinta secção da Canabrava do Miranda. Procedeu-se a apuração das cinco autênticas que concluída esta foi por mim Secretário da mesa. Feito as relações parciais dos votos somados pelos  mesários, uma lista dos votados que deu o resultado seguinte:  para Intendente Municipal,  Major Pedro Celestino Barboza, 495 votos, Tenente Coronel Francisco Dias Coelho 76 votos. Para membro do Conselho Municipal, Antonio Gonçalves de Araújo 348 votos, José da Silveira Costa 345 votos, Francisco Nery Baptista 327 votos, Marcolino Alves de Andrade 311 votos, Ângelo Arlego 300 votos, Antônio Dourado Seixas 279 votos, Pedro Antônio de Queiroz 278 votos, Pedro Ribeiro do Nascimento 110 votos, Antônio Mateus de Queiroz 67 votos, Manoel Victorio dos Santos 44 votos, Para Juiz de Paz desta Vila João Ferreira da Silva Reis 204 votos, Luiz Cassiano de Araújo Costa 198 votos, Domingos Gonçalves de Araújo 189 votos, Herminio Barboza dos Reis 178 votos, Martinho Gomes da Almeida 36 votos, Quintino Antônio de Souza 28 votos, Esperidião Nunes da Silva 25 votos. Para Administrador Distrital da Freguesia do Riachão d’Utinga, João José Pereira 125 votos, Nicolau Gomes de Azevedo 25 votos, Jorge Pereira da Rocha 100 votos, João Martins de Araújo 46 votos. Para Juizes de Paz da mesma Freguesia do Riachão d’Utinga, Tenente Reginaldo Antônio de Carvalho 70 votos, Francelino José de Souza 68 votos, José Antônio de Carvalho 66 votos, Alexandrino Rodrigues da Silva 14 votos, Sabino Viridiano do Carmo 12 votos, Egidio José Boaventura 12 votos, José Ferreira dos Santos 12 votos. Para Juizes da Paz da povoação de Wagner Capitão Pedro José da Hora 60 votos, farmacêutico João de Miranda Neves 55 votos, João Gaspar de Souza 50 votos, Antônio Ribeiro dos Anjos 18 votos, José Felipe de Cerqueira 16 votos, Teófilo Oliveira Lemos 13 votos, Estevão Joaquim da Hora 12 votos.
   Para Juizes de Paz da Canabrava do Miranda, Herculano da Silva Dourado 72 votos, Vitorino da Silva Dourado 41 votos, Abílio Cardoso Pereira 38 votos, João da Silva Dourado 37 votos, Aurélio Galvão Dourado 12 votos, Clemente Marques Dourado 11 votos, Joaquim Augusto de Castro Dourado 9 votos, Aristides Rodrigues Moitinho 8 votos. A Junta Apuradora deixou de apurar os votos para Administrador e da Junta Distrital que continha autentica da quinta secção da Canabrava do Miranda as quais eram designadas as pessoas desta Vila para tal fim em vista da decisão do governo de 11 de Outubro do corrente ano de 1899, que declara que pela lei nº 224 de 10 de Março de 1898 foi supressa a Junta Distrital no Distrito de Paz em que se achar situada o Paço Municipal. Assim como deixou de unir os votos dado aos membros do Conselho Municipal que também continha a mesma autentica da quinta secção do Canabrava do Miranda por não estar de acordo com a disposição do art. 36 § 1º da Lei de 12 de Agosto de 1895 pois esta Vila compondo-se de sete Conselheiros Municipais votaram na chapa em seis nomes com o total dos eleitores que compareceram; esta votação não altera nem diminui a votação das quatro secções eleitorais por ser muito pequena. Porém segundo o dispositivo do art. 30 § 1º da lei de 12 de Agosto de 1895 (95)  a Junta apurou  esta votação que é a seguinte: Antônio da Silva Dourado Júnior 76 votos, Vercelencio Pereira de Souza 76 votos, Marcolino Alves de Andrade 40 votos, Antônio José de Souza Benta 36 votos. Concluída a apuração sem nada haver ocorrido mandou o Presidente, que eu Francisco Nery Baptista, lavrasse a presente ata a qual ao depois de lida, aprovada e assinada pela Junta apuradora fosse transcrita no livro do tabelião Tenente Coronel José Francisco Dias Coelho, que se acha presente, e fosse extraída duas cópias autenticas as quais depois de conferida pelo escrivão judicial consertada e assinada fosse uma remetida ao Conselho Municipal e outra ao Juiz de Direito da Comarca enviando-se também cópias autenticas da apuração a cada um dos eleitos que lhes servirá de diploma e que se afixasse edital na porta do edifício declarando-se nele a relação dos eleitos. E eu Francisco Nery Baptista Secretário da mesa, e membro da Junta a escrevi, na qual me assino com os mais membros.
Antonio de Souza Benta
Francisco Nery Baptista
Marcolino Alves de Andrade
Quintino Francisco de Britto
Pedro Antônio de Queiroz
João Ferreira da Sª Reis