quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Araguaia e a caixa de foguetes sem os foguetes

Nós seres humanos adotamos padrões de comportamento que nos foram impostos ou aprendidos e que nos dão uma confortável convivência em sociedade. Até a pouco tempo um gay era visto com uma aberração e hoje até jogador de futebol, área predominantemente machista, anda dando “selinho” em outro homem. Houve até um coroa casado e pai de três filhos, que apareceu na TV travestido de mulher dizendo que tinha assumido sua verdadeira personalidade. A esposa e filhos assistiram aquele papel ridículo, para dizer o mínimo, muito constrangidos.

Mas tudo isso é considerado como coisa normal hoje em dia. O que não é normal é usar uma caixa de foguetes como cesta de pães. Explico. O Campeonato de Futebol do Araguaia teve início no domingo dia 18 de agosto. Antes, como é de praxe, foi oferecido um café da manhã para os participantes e para o pessoal ligado ao esporte. Devo dizer que o último café da manhã oferecido no ano passado no qual Laurinho comandava o Araguaia, foi composto de vários sucos, chocolate quente, bolos de maracujá, chocolate e limão, avoador, bolachas, refrigerantes, café, presunto, queijo, enfim foi uma fartura. Esse ano o evento foi bem pobrezinho: três tipos de pães e sem queijo e presunto; dois tipos de bolos de farinha de trigo sem cobertura e pão de queijo frio; chocolate de caixinha e quase frio e o suco era de maracujá do mato e mais alguns refrigerantes. Diante desse cardápio fraquinho a turma não deu muita bola para os comestíveis e então, vendo que ia sobrar muito pão e bolo procurei dar um reforço no meu café da noite (era domingo e a empregada não trabalha nesse dia) levando alguns para casa. É bom que se diga que isso é prática corriqueira em outras festas quando algumas mulheres enchem suas bolsas com os salgadinhos e doces e ninguém fala nada. E depoisl sou ou não sou o presidente da Associação Carente dos Bocas Vazias?

O fato é que procurei um saco plástico e não encontrei, nem outro recipiente para acomodar as mercadorias. Os únicos que haviam ali eram as caixas de foguetes já vazias. Nem pensei duas vezes; enchi uma e tratei de guardar num local para pegar depois. Meus amigos, nem lhes conto! Foi a maior resenha. Não se falou de outra coisa durante a semana. Nem o selinho do Emerson Sheik, jogador do Corinthians, num companheiro mereceu tanta atenção. Os resenheiros das rádios locais tiraram o maior barato com minha cara. Até o prefeito foi informado do ocorrido enquanto desfilava pelas ruas em direção ao Araguaia. E quando chego lá o que encontro? Duas bandejas cheias com os pães. Ninguém deu trela. Muitos pensaram que foram os pães que eu peguei e que deviam estar com gosto de pólvora, daí a rejeição. A salvação foi umas crianças que apareceram por lá vendendo picolé que aceitaram nosso convite a deram fim nos pães. O negócio da turma era carne com farinha.

Todos nós amantes das manhãs de domingo no Araguaia ficamos muito satisfeitos tal a quantidade de gente que apareceu na abertura do campeonato; o estádio ficou lotado. Também apareceram uns ferozes bocas vazias para mim desconhecidos e já estou tomando as providências para cadastrar todo mundo. Beliscada no tira gosto de Jarionei só com o aval da Associação se não os filiados vão começar a chiar. Precisamos acabar com essa folga. Vereador apareceu e de monte mas ninguém se arriscou a chegar perto da barraca com medo do assédio dos bocas vazias e outras bocas não tão vazias. Ah, sim, Zé Ribeiro apareceu por lá mas todo mundo já o conhece e sabe que daquele mato não sai coelho. Pela Frango tentou tomar uma gelada escondido ao lado da barraca mas não teve jeito, a turma logo o identificou e ele teve de deixar algumas cachaças pagas.

E para fechar com chave de ouro essa crônica, devo dizer que já conseguimos um patrocínio permanente da vereadora Rose Araújo que através de seu esposo Magal nos comunicou que vai colaborar com o tira gosto oferecido na barraca do Jarionei. Inclusive Magal já nos informou que vai fazer reportagens ao vivo no Araguaia para a Brilhante FM a exemplo do que fez no Raimundão. De modo que agora teremos um canal direto para nossas reivindicações. Reivindicações referentes à barraca do Jarionei, bem entendido.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Em 1999, Justiça considerou ilegal trabalho dos cubanos — que, note-se, não haviam chegado ao Brasil como escravos

As alimárias relinchantes e zurrantes que vieram aqui escoicear a sua sabedoria cascosa, cavalgadas por pilantras que são hoje tão petistas quanto antipetistas eram antes, deveriam saber que destino tiveram aqueles médicos cubanos de 1999 — que não vieram então ao Brasil, é bom notar, na condição de escravos. Não se tratava do comércio de carne humana. Reproduzo texto que foi publicado à época na página do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás. Volto em seguida.
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A justiça de Tocantins proibiu o trabalho de médicos cubanos no Estado. No último dia 12, o juiz federal Marcelo Albernaz concedeu liminar ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Tocatins (CRM-TO) proibindo que os profissionais estrangeiros atuassem no Estado. Na sentença o juiz comparou o trabalho dos cubanos a curandeirismo. O vice-presidente do Conselho de Medicina, Frederico Melo, justificou a posição da entidade, alegando que os médicos cubanos não conhecem a realidade sanitária do Estado, não dominam a língua portuguesa nem provaram que são médicos. A decisão da justiça atinge 96 profissionais que estão no Brasil – alguns desde 1997 – participando do Programa de Saúde na Família (PSF), projeto dos governos estadual e federal. Os médicos trabalhavam sem registro no CRM-TO, que constatou também a existência de uma lista fictícia do corpo clínico de um Hospital de Araguaína, onde havia médicos cubanos com número de CRM inexistente no Estado. A Procuradoria do Trabalho do Tocantins, em entrevista ao CRM-TO, observou que se há médicos com falsificação de CRM atuando em hospitais do Governo Municipal ou Estadual há crime de falsidade do profissional e do administrador do hospital e ainda há improbidade administrativa do servidor público responsável pela manutenção do profissional irregular em atividade. Irritado, com a decisão da justiça do Tocatins,o presidente de Cuba, Fidel Castro, determinou que os médicos impedidos de trabalhar retornassem ao País imediatamente. O retorno deve acontecer nesta sexta-feira (15). Os médicos trabalhavam em 48 cidades do Estado desde 1997, quando foi firmado um acordo de cooperação entre os governos de Tocantins e de Cuba. A Secretaria de Saúde do Estado diz que eles foram contratados para atuar no PSF, pois na época não havia médicos brasileiros interessados em trabalhar no interior. Uma situação que, de acordo com a secretaria, persiste. O convênio Brasil-Cuba, que permitiu a entrada dos médicos cubanos no Tocantins, segundo com a Procuradoria do Trabalho do Estado, apresenta falhas desde o início. Inclusive uma falha constitucional que é a falta de autorização pelo Congresso Nacional. As 42 cidades do Estado, onde atuavam os médicos cubanos, começarão a receber novos profissionais para atuar no PSF. O Estado teria contratado 20 médicos para atuar nos Hospitais de Referência prejudicados, como informou a Secretaria de Saúde do Estado. (Fontes: Agência Estado, Rede Globo, Jornal do Tocantins, CRM-TO).
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Voltei
1: Todas as razões que havia antes para considerar ilegal o trabalho dos cubanos remanescem.
2: Há circunstâncias adicionais, gravíssimas, que reforçam essa ilegalidade, como a exploração do trabalho análogo à escravidão;
3: Se é verdade, e é, que havia falta de médicos em 1999, depois, então, de 11 anos de governo petista, a situação, como resultado da política aplicada pela companheirada, piorou muito.
4: Há blogs às pencas para acatar relinchos e zurros. As alimárias que vão escoicear por lá. Eles recebem para isso. É serviço regiamente pago por estatais e administrações petistas. Eles estão fazendo campanha eleitoral. Eu estou defendendo as leis.

Ah, agora entendi de onde vem a onda dessa gente mixuruca. Ou: VEJA e os cubanos numa reportagem de 1999

Em 1999, a VEJA publicou uma reportagem sobre a vinda de médicos cubanos para o Brasil. O gancho foi a chegada de doutores para uma cidade de Tocantins. Ao todo, informa o texto, havia no país, naquele ano, 166 profissionais vindos da ilha.
O texto de VEJA segue reproduzido abaixo. Segundo se entende ali, eram as cidades que estavam trazendo os médicos. Ainda que fosse o Ministério da Saúde, tentarei saber nesta terça, tudo indica que o contrato era feito com os próprios profissionais, não com o governo de Cuba. Leiam o texto. Volto em seguida.
 
Voltei
Muito bem! O jornalismo de aluguel, que já começou a fazer a campanha eleitoral de Alexandre Padilha — sempre com o patrocínio de estatais e de gestões petistas (dinheiro público na veia; é gente viciada nisso) —, mobilizando uma tropa de idiotas que trabalham de graça, deu início a uma campanha: “Ah, a VEJA elogiou os médicos em 1999 e agora critica”. E, claro, açula a petralhada contra mim.
Vamos ver.
1: Em 1999 ou agora, não se trata de ser “contra médicos cubanos”. Isso nunca esteve em debate. O que se critica é o regime de contratação; é o fato de Cuba ficar com a maior parte do desembolso; é o fato de os médicos receberem, mesmo no Brasil, um salário miserável — mas ainda muito superior àquilo que se paga na ilha do pesadelo, em 1999 e agora.
2: A reportagem de 1999 já deixava claro que havia, sim, uma questão legal: a falta do Revalida, problema que permanece. E indaga por que os médicos, que estão reclamando da presença dos cubanos, não vão para o interior.
3: Em nenhum momento há evidência, que agora abunda, de um contrato de trabalho que é, por qualquer razão que se queira, análogo à escravidão. Como se nota acima, marido e mulher chegaram para trabalhar.
4: Há, sabemos, casos de médicos cubanos que vieram e se estabeleceram no Brasil, regularizando depois a sua situação.
5: É certo que há médicos competentes em Cuba. Entre os 4 mil que chegarão, muitos podem ser excelentes profissionais. Essa é uma falsa questão, proposta por vagabundos e propagada por tolos. Cubanos e quantos quiserem vir trabalhar no Brasil são bem-vindos. MAS QUE VENHAM COMO CIDADÃOS LIVRES.
6: Para encerrar: ainda que eu divergisse da VEJA de 1999, isso não seria problema nenhum, nem para a VEJA nem para mim. Essa corja que se dedica a esse tipo de fofoca está acostumada a defender trabalho escravo. Por isso imagina que estou obrigado a pensar a tudo o que pensa a VEJA, ontem ou hoje. Mas não estou. As coisas que escrevo aqui são a MINHA OPINIÃO, não a da revista. Não se pode atribuir à revista, nunca!, o que é opinião minha. Ainda agora, mesmo que a VEJA considerasse a vinda dos cubanos a salvação da saúde no Brasil, jamais me seria imposto que escrevesse a mesma coisa — nesse tema ou em qualquer outro. Sei que escravos de uma ideologia e penas que alugam a sua opinião a um partido político — ou a vários, como é o caso de larápios profissionais — não conseguem entender que possa haver jornalistas que escrevem apenas o que querem e o que pensam.
Mas que se note: a única coisa em comum entre 1999 e 2013 é a nacionalidade dos médicos. Calculem aí a inflação acumulada nos últimos 13 anos para saber quanto estariam ganhando hoje os cubanos que recebiam R$ 2 mil em 1999.
Para arrematar mesmo: alguns fanáticos do lulo-petismo de hoje eram antipetistas delirantes há 13 anos. À diferença dos cubanos, estes não trabalham por ideologia. Eles gostam mesmo é de dinheiro. Vejam que coisa: meu blog traz lá no alto a marca “VEJA”, e eu escrevo o que quero. As páginas deles não trazem o logo do PT, mas só escrevem o que quer o partido. Se o PSDB chegasse à Presidência, não duvidem: eles virariam tucanos. Se a negociação fosse bem-sucedida, é claro! São tão independentes quanto um táxi. Eu tenho conseguido a glória de apanhar nos sites do PT, do PSDB, da Rede, do PCdoB… Isso não quer dizer que eu esteja certo, é evidente. Quer dizer apenas que o meu partido tem um único filiado — e, às vezes, ele me dá um certo trabalho… 
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 25 de agosto de 2013

ESCÂNDALO BILIONÁRIO – Deputado do PT, amigo de Lula, pergunta a conselheiro da Anatel quanto ele cobra para resolver uma pendência da Oi com o estado que chega a R$ 10 bilhões. O nome disso? Propina!

O petista Vicente Cândido: ele atua como lobista da Oi e ainda pergunta a conselheiro da Anatel: “Honorários?”. Trata-se de um gigante moral!

Eles são quem são. E isso não tem cura. Reportagem de Rodrigo Rangel na VEJA desta semana traz à luz um escândalo de dimensões bilionárias. Há muito tempo, como se sabe, os petistas abandonaram o patamar dos milhões. Isso era para gente amadora; para corruptos que corriam o risco de ser pegos e ser enforcados pela opinião pública. Os companheiros são mais espertos. Praticam com maestria o que antes diziam condenar e ainda mandam enforcar. A síntese da história é a seguinte: Vicente Cândido, deputado federal (PT-SP), um figurão do partido, embora não seja muito conhecido, chamou a seu gabinete um conselheiro da Anatel de nome Marcelo Bechara. O deputado está interessado em livrar a cara da Oi, empresa que tem como sócios amigos do Luiz Inácio Apedeuta da Silva — o mais intimo é Sérgio Andrade. A empresa deve ao estado brasileiro nada menos de R$ 10 bilhões em multas — embora  o valor de mercado da companhia seja de R$ 8 bilhões. O parlamentar quis saber como Bechara podia ajudar a Oi e sugeriu falar em nome de Lula. A conversa, a esta altura, já tinha ultrapassado o limite do aceitável. Mas ele foi mais longe. Num papelucho, escreveu a seguinte palavra, acompanhada de um ponto de interrogação, e exibiu ao conselheiro: “Honorários?”.
Isso mesmo. Vocês entenderam direito. Um deputado do PT, atuando a favor dos interesses de uma empresa privada que tem como sócios amigos pessoais de Lula, abordou um conselheiro da Anatel e indagou quanto ele cobrava para dar um jeitinho. Atenção! BECHARA CONFIRMA QUE ISSO ACONTECEU. Mas ainda é de menos. O PRÓPRIO VICENTE CÂNDIDO ADMITE TER ESCRITO A PALAVRINHA. Mas se sai com uma desculpa esfarrapada. “Eu queria saber se ele tinha honorários.” Sim, vocês entenderam direito: um deputado do PT ofereceu propina a um conselheiro da Anatel.
Houve ainda um segundo encontro. Aí o buliçoso petista entregou a Bechara as pretensões da Oi,  com o timbre da Jereissati Participações (de Carlos Jereissati), uma das acionistas da companhia. Lá está o que quer a empresa, de que o petista virou um negociador: redução de 80% daquela dívida de R$ 10 bilhões e mudança urgente na regra que obriga uma telefônica a manter 4 telefones públicos por mil habitantes na área em que opera. Antes de falar com Bechara, naquele mesmo dia, Vicente Cândido havia se encontrado com Lula. Leiam trecho da reportagem. Volto em seguida.
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No fim de 2008, uma canetada do então presidente Lula permitiu a compra da Brasil Telecom pela Oi, uma das mais complexas e questionadas transações do mercado brasileiro nos últimos tempos. A assinatura aposta por Lula no decreto que abriu caminho para o negócio foi justificada com um argumento repleto de ufanismo: era preciso criar um gigante nacional no setor de telecomunicações para competir em condições de igualdade com as concorrentes internacionais. A operação bilionária foi cercada de polêmica por outras razões. Primeiro, porque a Oi fechou o negócio graças a um generoso financiamento público. Além disso, a empresa tinha e tem entre seus controladores o empresário Sérgio Andrade, amigo do peito de Lula desde os tempos em que o petista era um eterno candidato a presidente. E a mesma Oi, três anos antes, investira 5 milhões de reais na Gamecorp, uma empresa até então desconhecida pertencente a um dos filhos do presidente. À parte as polêmicas, a supertele nacional não decolou como planejado e o discurso nacionalista logo caiu por terra — e com a ajuda do próprio petista, que meses antes de deixar o Planalto criou as condições para que a Portugal Telecom comprasse uma parte da companhia.
Com o passar do tempo, porém, a Oi perdeu valor de mercado, viu aumentar suas dívidas em proporções cavalares e hoje enfrenta sérias dificuldades para investir, o que para uma empresa do ramo de telecomunicações é quase como uma sentença de morte. O destino da companhia é motivo de preocupação para o governo e para o ex-presidente Lula. Em especial, pela possibilidade de o insucesso da empresa causar danos políticos às portas de uma campanha presidencial em que o PT pretende estender sua permanência no poder. Como explicar a ruína de um megaprojeto liderado pela maior estrela do partido e bancado em grande medida com dinheiro dos cofres públicos? Uma tarefa difícil, certamente. É legítimo que haja um esforço para ajudar uma empresa nacional. É legítimo que esse esforço também envolva agentes políticos. O que não é legítimo é a solução do problema passar por lobbies obscuros, negociatas entre partidos e até uma criminosa proposta de pagamento de propina a um servidor público em troca de uma ajuda à empresa — episódio que aconteceu no início do mês nas dependências do Congresso Nacional, em Brasília, envolvendo o deputado federal Vicente Cândido, do PT de São Paulo, e o conselheiro Marcelo Bechara, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Indicado para o cargo pelo PMDB, em 6 de agosto Marcelo Bechara foi ao gabinete do deputado depois de receber um telefonema do parlamentar convidando-o para uma visita. Entre uma conversa e outra, Cândido engrenou o assunto principal: a cobrança de multas bilionárias aplicadas à Oi pela agência. Advogado por formação, Bechara é conhecido por sua capacidade de formatar soluções jurídicas para questões aparentemente insolúveis. Ele fora o relator de uma proposta que pode dar um alívio e tanto ao combalido caixa da empresa e que será debatida em breve no conselho diretor da Anatel. A proposta regulamenta a cobrança de multas aplicadas às companhias telefônicas. As da Oi, atualmente, somam mais de 10 bilhões de reais — uma cifra astronômica em todos os aspectos, ainda mais se comparada ao valor de mercado da companhia, estimado em menos de 8 bilhões de reais

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Brasileiro é otário? – parte 9

E então, prezado leitor, preparado para praticar mais esportes e cuidar da saúde? Espero que sim, mas com moderação. Não vá se tornar um daqueles “talibikers” raivosos, que pensam que são moralmente superiores aos reles mortais pois amam suas bikes e detestam carros poluentes.
Feita a ressalva, o Ministério do Cidadão Otário adverte: comprar bicicleta no Brasil faz mal à saúde! Isso mesmo: pedalar é bom para o coração e tudo mais, mas cuidado com o próprio coração na hora da fatura do cartão de crédito. Que susto!
Nossa série “Brasileiro é otário?” de hoje vai comparar o preço de uma mountain bike. Há várias opções, e tem até Caloi vendida na Amazon por preço menor que o nosso, sendo que a empresa é – ou era até semana passada – nacional. Agora a canadense Dorel comprou o controle.
Não entendo do assunto, pedi consultoria a um amigo triatleta. Mas ele sugeriu marcas muito caras, profissionais, e aí interessa só aos viciados. Para falar à maioria dos leitores, selecionei uma bicicleta mais simples, a Jeep Renegade aro 26. Vejamos:
Na Amazon:

No Submarino:

Não se assuste! Ou melhor: assuste-se! É isso mesmo! A bicicleta sai por pouco mais de US$ 200 lá, e aqui vai a quase R$ 2 mil! Ou seja: aproximadamente R$ 500 nos Estados Unidos, e R$ 1.756 no Brasil, já com desconto. Ou ainda: aqui custa 3,5 vezes mais caro! Sempre recordando que lá o cidadão médio é quatro vezes mais rico.
Pronto, agora o leitor pode começar a pedalar. Mas tem que pedalar muito mais para pagar pelo “brinquedo”. O maior desafio não será a montanha com as trilhas, e sim a montanha de impostos que o governo cobra!
 

Reynaldo-BH: Os doutores de Fidel não são bem-vindos ao nosso país

REYNALDO ROCHA
 
Poucos atos ofendem mais a dignidade humana que o de enganar, mentir e fazer de quem ouve uma marionete na certeza da inação e do esquecimento.
Hoje somos todos marionetes nos cordéis ou em mãos de artistas mambembes.
O governo conseguiu o que queria. Usou da mentira e de afirmações que não se sustentam nem por um dia para arquitetar e dar continuidade a uma entrega da saúde no Brasil em mãos de cubanos. Os mesmos que erraram no diagnóstico e tratamento de Hugo Chávez.

Onde a medicina massificada abriu mão da competência em nome de uma propaganda ridícula baseada em número de médicos mal formados.
Alexandre Padilha ─ o ex-médico que envergonha a classe a que um dia pertenceu ─ informou ao país que o plano de importação de médicos cubanos estava sepultado. O foco estava voltado para os europeus.
Como de se prever, estes não vieram. Sabem o que os espera.
E, de repente, de modo quase surpreendente (a se crer no anunciado cancelamento), estamos com 4 mil doutores de Fidel em nosso país. Não são bem vindos. Entre eles, enquadram-se brasileiros formados em Cuba a partir de seleção por “critérios ideológicos”, idealistas que querem ─ antes da diagnose ─ propagandear as delícias do regime cubano, bolivariano ou lulopetista e, por fim, médicos que se submetem a receber R$ 2 mil de um total de R$ 10 mil pagos ao governo de Cuba como forma de sobrevivência, além de terem as famílias impedidas de sair da ilha do Coma Andante.
Que país disporia de 4 mil médicos, de modo imediato , para serem deslocados? Seriam os melhores os que atendem em Havana? Deixariam seus pacientes desamparados ou com outro profissional? Ou a lógica diz que são o restolho do restolho, os que sequer trabalham na própria Cuba dos Castro?
Precisam dispor de seus salários para o governo? Aceitam ─ por quê? ─ receber um percentual ridículo pelo trabalho pago? Quem os escolheu? Porque não serão submetidos ao Revalida?
Desembarcarão no Brasil com gaze, esparadrapo, estetoscópio, equipamentos de exames básicos, equipamentos de eletro cardiograma, macas, leitos e sabão para lavar as mãos, que faltam aos médicos brasileiros?
Trarão ambulâncias equipadas com desfibriladores? Enfermeiros formados que não confundam soro com cortisona? Nada disso foi levado em conta. Se antes o lulopetismo roubava, deixava roubar e mentia, hoje concorda com mortes mais que previsíveis. Não haverá NENHUMA melhoria! Podem cobrar! Não existe mágica. Medicina não é curandeirismo. É ciência. E para tanto, precisa dos meios para poder existir.
O que importa são os quase meio bilhão de reais por ano a serem enviados ao governo de Cuba! E a propaganda. Agora, sem nenhuma reclamação dos médicos que NÃO irão atender, mas são proibidos de se manifestarem. Eles são EMPREGADOS do governo cubano, não do brasileiro. São pagos pelo GOVERNO DE CUBA. Dependem do humor dos comandantes que trocou soldados por médicos. Mesmo na Venezuela este sistema de trabalho escravo não deu certo. A população ─ mesmo falando a mesma língua, que não é o caso ─ evitava os cubanos por considera-los despreparados. Tanto é que os 4 mil que desembarcam com as bençãos de Dilma et caterva estavam, antes, na Venezuela. Até lá o contrato não foi renovado.
A saída por cá? Em um ano teremos o desastre e a explicação oficial: “tentamos, mas não deu certo”.
Não é estranho que em ano eleitoral estes valores astronômicos sejam enviados a Cuba? Retornarão? Ou alguém esqueceu dos dólares enviados em caixas de whisky para a campanha de Lula? Do tal “padre” cubano que dizia a todos estar financiando a campanha do Imperador de Garanhuns? Em um cenário de maior atenção INTERNA para financiamentos de campanha, que tal ter financiamento externo? É delírio ou os fatos indicam isso?
A saúde do povo? Dane-se, parecem dizer. Se o cidadão morre por falta de médico, nada altera. Agora morrerão por falta de competência. Fica tudo do mesmo tamanho.
Só acho que há uma conspiração mundial (aí incluído Estados Unidos, Europa, México e até América Latina!) que quer ver o governo Lula, digo Dilma, naufragar!
Afinal, houve claramente um boicote desta classe gananciosa de médicos que, NO MUNDO TODO (à exceção de Cuba!), à generosa oferta de Padilha e Dilma: receberem pelo pouco trabalho ─ basta emitir atestados de óbito.
A culpa é dos médicos!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Após 31 dias, manifestantes deixam Câmara de Salvador

Cerca de 30 militantes do Movimento Passe Livre permanecem acampados do lado de fora do prédio público, no centro da capital baiana

Movimento Passe Livre ocupa Câmara de Salvador
Manifestação, que durou 31 dias, reivindicava a redução nas tarifas de ônibus (Biel Fagundes/ag.BAPress/Folhapress)

Após 31 dias de invasão, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) deixaram o prédio da Câmara Municipal de Salvador, no centro da capital baiana. O edifício foi tomado no dia 22 de julho por um grupo de 22 pessoas. Nesta quarta-feira, os últimos dois manifestantes saíram do local. Na mesma hora, do outro lado da rua, militantes do MPL atiravam ovos na sede da prefeitura.
Duas das principais reivindicações dos manifestantes – marcar uma audiência com o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) e reduzir o preço da tarifa de ônibus – não foram atendidas. Na capital baiana, não houve reajuste nos preços da passagem neste ano. 
Apesar disso, o MPL avaliou o protesto como positivo. Alguns de seus pleitos foram atendidos pelo governo, como a adoção do bilhete único na cidade, válido no período de duas horas. O movimento também informou que o protesto continuará do lado de fora do prédio público, onde 30 manifestantes permanecem acampados. 
Nos 31 dias em que estiveram dentro da Câmara, não houve intervenção da polícia nem da segurança do local.
(Com Estadão Conteúdo)