domingo, 29 de novembro de 2015

Porque não me ufano do meu país

Existe algo no Brasil hoje do qual possamos nos orgulhar? Damos uma olhada nas redes sociais e lá podemos constatar que não existe quase nada de bom neste país devastado pela corrupção. Aquilo que devia nos orgulhar, é justamente o que sofre mais ataques. Basta citar Pelé, considerado o atleta do século XX, tão glorificado no exterior e tão enxovalhado na pátria tupiniquim. A TV líder de audiência, também respeitada no exterior recebendo todo ano prêmios internacionais, como o International Grammy Awards pela qualidade de seus programas (novela Império e Doce Mamãe), é xingada e acusada de todo tipo de manipulação. Temos também a Veja, terceira maior revista do mundo em circulação, premiada internacionalmente pela excelência de suas reportagens, e que também é atacada e perseguida ferozmente pelo governo federal e seus acólitos.
A repórter do jornal O Estado de São Paulo, Vanessa Bárbara é correspondente do The New York Times, o influente jornal norte americano. Ela fez uma reportagem para esse jornal, onde, segundo ela, assistiu toda a programação da TV Globo (TV aberta, bem entendido) para fazer uma avaliação. Ficou claro que seu propósito era desmistificar a qualidade da programação da TV carioca. Os outros canais foram deixados de lado, possivelmente por não terem uma programação que sustentasse uma crítica benevolente (se a Globo é ruim, imagine o resto). E ela desceu a ripa, como se diz no jargão popular. Nada escapou do seu teclado ferino. O New York Times publicou a reportagem, dando aos americanos, a convicção de que nada de aproveitável é veiculado na emissora líder de audiência no Brasil. E foram endossados nessa certeza por aquela turma a qual denominamos de militância. E não só a militância, como também os idiotas úteis que se julgam portadores de virtudes morais e intelectuais superiores. É uma gente que gosta de arrotar grandeza, postando críticas no facebook, não de autoria própria, mas por aqueles fabricantes de memes que vão dando o tom do aboio para convocar a manada. Firmemente convictos do complexo de vira lata jamais erradicado, esqueceram de Vanessa Bárbara, autora da reportagem, e bradaram felizes nas redes sociais: New York Times acusa a Globo de manipulação.
Como se fossemos um bando de idiotas sem opinião própria e sem critérios de avaliação. O mais curioso de tudo, é que essa gente não perde uma oportunidade para atacar “os valores americanos”, seja lá o que é isso. Opinião de americano não tem valor nenhum. A menos que enxovalhe a quem consideramos nosso inimigo.
Certamente essa gente ainda não teve conhecimento de uma reportagem de Larry Rhoter, publicada no mesmo New York Times, a qual demonstra a dificuldade de Lula em controlar a bebida. Na ocasião Lula quis expulsar Larry Rhoter do Brasil. Xingaram muito o jornalista e o jornal. Agora elogiam porque ataca a Globo. Como levar a sério essa gente?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Jovens brasileiros sem rumo

Sr. Arthur Chioro, os jovens brasileiros passam diversas situações de emergência no campo da saúde pública – e duas delas dizem respeito à psiquiatria porque de3correm de psicopatologias como profundo sentimento de insegurança, de angústia e ansiedade, e também de transtornos de conduta se nos estendermos à área da personalidade. Senhor Choro, são duas emergências em uma: o uso clinicamente desnecessário de medicamentos para a disfunção erétil e a utilização abusiva de bebidas alcoólicas. Esse coquetel anda circulando na corrente sanguínea de um grande número de jovens. Pesquisa recente aponta que 31% dos homens no Brasil se valem de estimulante sexual, sendo que 62% o fazem desnecessariamente e sem orientação médica.
Pura festa? Como médico e professor de medicina, o senhor, Arthur Chioro, sabe que não. É doença: dor emocional causada pela ansiedade que leva ao consumo inadequado de substâncias. Não é o medo de não conseguir a ereção que move o jovem à ingestão de estimulantes sexuais, mas, sim, a angústia que o atormenta: “se você ficar ansioso, vai falhar”. Basta isso e já vem a ansiedade, basta isso e vem a tomada inadequada de excitante. Outros estudos, professor, mostram que um em cada cinco homens que tomaram esse tipo de medicação, sem dela precisar, passou a usá-la em todas as relações sexuais. É a dependência psicológica instalada.
Para se ter ereção e atingir o prazer, que envolve o neurotransmissor dopamina, é necessário que outro neurotransmissor, a serotonina, esteja equilibrado (recaptação rápida demais causa depressão, recaptação lenta demais causa excessivo relaxamento). É preciso ainda que haja “paz” suficiente para a concentração de sangue na região genital e nenhuma ansiedade porque, se ela estiver presente, o organismo produzirá mais adrenalina, o que impedirá a ereção. Também a enzima PDES dará ordem, antes do tempo, para o sangue refluir. Pois bem, o estimulante não atua como ansiolítico, ou seja, a ansiedade permanece – e disposta a estragar tudo. Aqui entra a segunda substância do coquetel: a bebida alcoólica que jovens e adolescentes tomam perigosamente como ansiolítico. Estudo recente da OMS diz que os brasileiros estão bebendo em média, anualmente, 8,7 litros de álcool puro. A média mundial é de 6,2 litros por ano. O que parece ser o paraíso (relaxa-se com o álcool e excita-se com o remédio) é encrenca das grandes: a bebida é depressora do SNC, interfere em uma infinidade de neurotransmissores, inclusive na serotonina, no glutamato e no ácido gama aminobutírico (estimuladores e inibitórias). A resposta é simples, e não vale, professor Choro, eximir-se de sua função de médico e transferir o problema para o âmbito legal, como se tudo isso fosse exógeno e não endógeno. A balada virou doença, há pouco dias um garoto de 16 anos foi encontrado em coma alcoólico numa festa open bar e no local havia estimulantes. Saudável o senhor forçar o governo a investir em campanhas sobre esse tema na televisão, cientificamente objetivas (sem a menor orientação moralista) – ainda que Dilma Rousseff lhe tenha cortado do orçamento mais de R$ 1,1 bilhão. Chega, professor, de a OMS dizer que abusamos de substâncias. A culpa não é dela. é do governo que não investe devidamente em campanhas que contemplem a saúde emocional dos jovens.

Antonio Carlos Prado, editor executivo da revista ISTO É.  


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Honesto, espertalhão ou otário?

O caso foi tão inusitado que mereceu destaque no jornal online local, tendo ampla repercussão nos sites informativos e redes sociais. Vivendo numa cidade no alto sertão baiano encravada no Polígono das Secas, um vereador recusara a considerável quantia de 150 mil reais para dar um voto no candidato a presidente da Câmara, integrante da base aliada do prefeito. Aliás nem precisava dar o voto, bastava se ausentar da sessão. O vereador elevado a condição de celebridade, vez que honestidade é hoje virtude em falta no mercado, principalmente o político, concedeu várias entrevistas nas emissoras de rádio locais e até uma pesquisa de opinião foi feita atestando que 70% da população aprovara seu gesto. Já em casa, a companheira do edil não deve ter ficado lá muito satisfeita com a perda daquela quantia que seria dada em troca de apenas um votinho. Como sabemos todos nós acorrentados a um casamento, as mulheres tem uma visão mais prática do que o homem quando o assunto envolve dinheiro. Não tem esse negócio de pruridos moralistas nesse caso. Afinal elas sabem muito bem quanto se gasta na feira, no supermercado, no pagamento da empregada, no estudo dos filhos, no vestuário. Recusar 150 mil reais para fazer papel bonito na política? Ainda mais quando se sabe que o vereador não é rico e sem mantém as custas do seu salário de parlamentar?
Os petistas ficaram furiosos com a publicidade dada ao episódio. Petista ficar enfezado por recusa de propina? Só se for por parte de um adversário que negou apoio a uma votação de interesse do partido. Não foi o caso em questão. O prefeito era adversário do partido e o vereador aderiu à oposição. E depois ele cumpriu direitinho as orientações então por que o mal estar da petezada? Vejamos.
Como todo brasileiro sabe hoje, menos os iletrados e convenientes, grassa na Petrobras um tsunami de corrupção. É roubo que não acaba mais. Dá-se com certo que Lula e Dilma sabiam de tudo. Diante das evidências e sem ter como se defender, os petistas adotaram a estratégia de dizer que todos roubam. Não só roubam, como roubaram mais do que eles, coisa quase impossível dada a magnitude do furto. Quando o vereador tomou aquela atitude e saiu para o abraço, toda a estratégia petista caiu por terra. Eis aí um político que não rouba. E para piorar as coisas, não é filiado ao partido.
O partido ao qual o vereador pertence também não ficou morrendo de amores por ele, já que começou a desfilar cheio de empáfia e verbosidade pelas ruas. Dir-se-ia que já se arvorava a candidato a prefeito pela chapa da oposição. Concluída a votação na qual o prefeito perdeu com apenas um voto de diferença, o vereador imbuído de ética e honestidade passou a  ser chamado de otário. Isso dado por aliados e adversários. É aquela velha máxima: faça suas boas obras, mas não faça publicidade.
E depois todo mundo começou a ficar desconfiado daquela súbita e impecável demonstração de virtude vinda de um político. Boatos começaram a circular como rastilho de pólvora. Das mais variadas hipóteses aventadas, uma se firmou: um grupo cobriu a oferta de 150 mil reais. O vereador esperneou, esbravejou jurando inocência, mas não teve jeito. As rádios não quiseram mais conversa com ele e as redes sociais passaram a ignorá-lo. A mulher do dito cujo fez greve de cama (ele passou a dormir no sofá) e mal podia sair nas ruas. Diante da pressão, teve de admitir que recebera oferta melhor e assim a paz conjugal foi restabelecida e seu prestígio junto ao eleitorado, reconquistado.

Ele pensara melhor e chegara a conclusão de que nesses tempos bicudos, é melhor levar o nome de corrupto do que de otário. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

O embargo é a desculpa esfarrapada da esquerda para a miséria socialista em Cuba.

Cuba é uma ilha miserável, e um dos países mais desiguais do mundo, pois a casta no poder vive como os nababos, enquanto o povo sofre com falta de tudo, inclusive remédios básicos e o item mais precioso que existe: a liberdade. Tudo isso é fruto do socialismo, de um regime opressor coletivista que sempre impediu o livre comércio, a propriedade privada, o lucro pessoal.

Mas a esquerda precisava de uma desculpa, de um bode expiatório. E o embargo americano imposto após empresas serem encampadas pela ditadura e mísseis soviéticos serem apontados para as principais cidades dos Estados Unidos caiu como uma luva: era ele o responsável pela pobreza generalizada no pequeno pais caribenho.
A incrível contradição da esquerda nunca foi motivo de embaraço para seus membros, apesar de ser deliciosa para os liberais. A esquerda, que condena o livre comércio, a globalização e ainda chama as trocas comerciais com os ianques de “exploração” estava clamando justamente por mais comércio com os americanos e pela globalização como solução para a miséria cubana.
Notem que Cuba já pratica comércio com vários outros países, como os latino-americanos, o Canadá, a Espanha, etc. Os hotéis nas belas praias voltadas apenas para turistas, pois os locais sequer podem frequentar, são administrados por empresas espanholas. O Brasil tem investimentos lá. A Venezuela doa bilhões em petróleo. Mas a esquerda dizia que toda a miséria era pela falta do consumismo burguês dos estadunidenses, impedidos de praticar negócios com a ilha. Não é hilário?
Nesse contexto, o fim do embargo, que depende agora do Congresso americano após ser proposto pelo esquerdista Obama, pode até fortalecer a ditadura no curto prazo, injetando escassas divisas tão em falta por lá; mas no médio e longo prazos significaria o fim do pretexto mais ridículo usado pelos defensores de Fidel Castro para justificar a completa falência do socialismo.
Duda Teixeira, na Veja desta semana, escreveu um ótimo resumo da situação toda, e mostra como a situação em Cuba está desesperadora, para o povo (como sempre foi), mas também para os líderes, afoitos por dólares:
Duda Teixeira
Portanto, vejo a possibilidade de fim do embargo com bons olhos, mesmo vindo de Obama e mesmo sabendo que pode, no primeiro momento, beneficiar o regime comunista. As mudanças verdadeiras só virão quando Raúl e Fidel morrerem, provavelmente. Mas sem o embargo, a esquerda jurássica latino-americana fica sem sua desculpa para explicar o retumbante fracasso de seu modelo. Como, aliás, já é o caso na Venezuela, que vende bilhões para os “malditos” consumistas americanos todo ano…
Rodrigo Constantino

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Uma visita ao Ventura


Pela primeira vez tive a oportunidade de ir numa festa de Nsa Sra da Conceição, padroeira do Ventura. Na realidade foi a primeira vez que ali pisei os pés. Fui com grande expectativa em conhecer um lugar que outrora foi um dos maiores produtores de diamante e carbonatos da Bahia. O trajeto foi tranqüilo vez que a estrada foi recentemente patrolada e estava em excelente condições. Logo após a passagem pelo rio do Ventura depara-se com uma construção feita de pedras amontoadas e que serviam para demarcar as propriedades no início do século XX. As pedras contudo, apesar de ser um patrimônio histórico do lugar, está sendo demolida com a retirada das pedras para se vender ou fazer outras construções. Em muitos trechos não há mais vestígios da mesma.
Durante todo século XX muito se falou em levar energia elétrica para a localidade que já perdeu a condição de Vila. Era uma povoação florescente que até se cogitou em emancipar, mas que encontrou no Coronel Dias Coelho um veemente opositor. Todavia por ser hoje praticamente despovoada, abrigando escassos 13 moradores fixos, não houve justificativa para viabilizar tal projeto. Até que se achou uma brecha colocando-a como área rural e para lá se estendeu a rede de energia elétrica. Não se colocou lâmpadas nos postes para iluminar o trecho de entrada na povoação, nem nas ruas e sua praça principal. A cobrança de tarifa deve ser o mínimo para essa modalidade. Mas a vinda da energia elétrica trouxe também a vinda de carros de som infernizando a vida da pacata localidade. Como nesta festa da padroeira quando trouxeram o famigerado paredão de som que ressoava pela praça toda com suas músicas bregas e até muito além, obliterando qualquer conversação que se queria fazer.
Minhas expectativas no tocante ao turismo foram frustradas. Há mais ruínas do que construções. Na verdade nem se pode classificar de ruínas alguns restos de paredes que mal cobrem a altura de um homem. A praça principal ainda conserva algum calçamento abrigando algumas poucas casas de construção recente. Ali estava o imponente casarão de dois andares que pertenceu ao coronel João Belitardo Sobrinho em sociedade com o Coronel Dias Coelho. Na verdade essa é a única construção que justifica uma visita ao lugar. Um sobrado sustentado por grossas paredes de adobe cru e sólido madeirame de árvores nobres. Mas está num sofrível estado de conservação servindo atualmente como pousada e venda de bebidas em dias festivos. Embaixo da escada que leva ao andar superior as aberturas laterais não tem janelas. Ao lado e nos fundos só há mato e ruínas.
Outra construção bem conservada é a casa de Carlos Navarro logo na entrada da povoação no estilo antigo e com pintura recente. A rua prossegue com restos de construções até chegar na casa de Flamarion Modesto. Uma das poucas casas que restaram e que nos áureos tempos  abrigou uma agência dos Correios e um prédio escolar. Essas três casas; o sobrado, a de Carlos Navarro e de Flamarion se constituem naquilo que restou do Ventura. As outras casas são feitas de tijolos cerâmicos com portas e janelas de madeira maciça.
Seguindo em frente chega-se num lago de águas escuras ao lado de um paredão. Nos tempos idos era o local onde as mulheres lavavam as roupas e os moradores tomavam banho. O lago é um trecho do rio Ventura e que só enche em tempo de chuvas. Seguindo o curso do rio encontra-se a Cachoeira do Ventura, lugar raramente visitado por ser muito distante e de difícil acesso.
A praça principal onde se localiza o sobradão de João Belitardo é composta de algumas poucas casas de construção recente. O resto é ruínas do que outrora foram uma praça que regurgitava de gente em dia de feira e na festa da padroeira. Havia belas residências, prédios comerciais, escola, sede da Filarmônica, Sociedade Comercial, Clube Social, enfim, uma Vila em franco desenvolvimento e que aspirava desmembrar-se de Morro do Chapéu. Havia uma rua lateral que hoje foi tomada completamente pelo mato. No topo da ladeira abriga-se a igrejinha dedicada a Nsa Sra da Conceição em bom estado de conservação. Falta contudo, um forro para impedir as pragas dos passarinhos que fazem os seus ninhos no telhado. Ao lado da igreja vemos uma cancela caindo aos pedaços e que era a entrada da trilha que seguia para Morro do Chapéu. Ao longo dessa estradinha encontrava-se algumas casas e a povoação de Campinas onde Flamarion nasceu e que também era composta de florescente comércio. Hoje dificilmente se identifica o lugar porque o mato tomou conta de tudo. Não restou uma única construção.

Isso é o que hoje consiste o Ventura.


Chama a atenção o fato de que não se encontra nas ruínas restos de telhas, madeiras, portas e janelas, indicando que toda essa destruição foi fruto de mãos humanas. Conforme seus proprietários foram abandonando a localidade, as casas foram sendo demolidas e saqueadas. Levaram as telhas, o madeirame, as portas e janelas para vender ou construir em outro lugar, como agora estão fazendo com as pedras que servem de cercas. Sem proteção contra a ação do tempo as paredes foram ruindo até se transformarem num amontoado de terra. Nem as residências dos coronéis Dias Coelho e Souza Benta escaparam do vandalismo, atestando o pouco valor que davam a memória histórica de um lugar que deixou sua marca no tempo. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Isto aqui é um puteiro

by fernaslm
Dona Dilma mandou a amiga Graça Foster, a do marido de 42 contratos com a Petrobras, avisar a quem interessar possa que não arreda pé de lá sejam quantas forem as provas que aparecerem contra ela como estas da funcionária que publicou na imprensa, para o Brasil inteiro ler, os emails atraves dos quais lhe dava conta desde 2008 do assalto que a empresa estava sofrendo, ou os bilhões que aparecerem nas contas pessoais de funcionários nomeados por ela e reconfirmados depois de denunciados.
Normal.
Se mesmo depois de assinar a compra por bilhões do ferro velho lá de Pasadena que seus comparsas chamavam de “Ruivinha”, tal era a quantidade de ferrugem; se mesmo depois de reconfirmar no cargo o ladrão Paulo Roberto Costa, jubilado com todos os direitos e os “agradecimentos” pelos serviços prestados à Petrobras; se mesmo depois de se ter reeleito sem dizer rigorosamente nem uma única palavra de verdade ao longo de toda a campanha eleitoral tem um monte de gente boa que ainda afirma que “Dilma é pessoalmente honesta” porque é que a Graça, com todos os emails do mundo registrados no seu hard disk, com a autora desses emails degredada para o Extremo Oriente, primeiro, ameaçada com um revolver apontado para a cabeça, depois e finalmente expulsa da Petrobras sem nenhum dos benefícios garantidos ao “Paulinho”, amigo do Lula, não haveria de ser?
Nestor Cerveró é outro que também “é”. Na mesma noite do domingo passado em que foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal, ele embarcou nas amplas poltronas da Classe Executiva do vôo das 23h55m da British Airways para passar o reveillon com a família em Londres, aquela cidade onde tudo é tão baratinho, em plena disparada do dólar que, afinal de contas, é também obra dele.
E o que é que tem que a Petrobras tenha caído de 737 bilhões de dolares em valor nas bolsas em 2008 para os 114 bi que sobraram hoje?
Enquanto isso o Tribunal de Contas da União e a Advocacia Geral da União negociam semi-abertamente a “solução” para as empreiteiras também passarem a “ser”. Segundo se cochicha em Brasilia, a “solução” será, proverbialmente, “chamar o ladrão”. Elas só terão de “assumir a culpa, devolver o dinheiro e tomar providências para evitar novos casos no futuro”.
Só resta acertar devolver o dinheiro roubado a partir de que década...
Na Camara ja foi abortada a cassação de Luiz Argolo, aquele a quem o doleiro Youssef presenteou com nada menos que um helicópero e mais ninguém sabe quantos “caminhões carregados de bezerros”, a serem vendidos, depois de engordados, à JBF, claro.
Ja o STF anulou todo o processo contra “o Sombra”, aquele lídimo símbolo da integridade petista, pelo assassinato com oito tiros no rosto do “companheiro” Celso Daniel, que não teve a mesma sorte da funcionária que denunciou a roubalheira de Graça Foster e cia. quando, 13 anos atras, denunciou a de Zé Dirceu e cia.
De modo que, da “Comissão da Verdade” para baixo, tudo neste país é uma mentira. Punição mesmo, só a que houver contra a Petrobras na justiça dos Estados Unidos, até porque esta, que será em dinheiro, somos nós mesmos que vamos pagar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A perseguição implacável aos Dourados


 Confirmando o que já era previsto, o prefeito Cleová Barreto escapou de mais uma condenação que poderia cassar-lhe o mandato por gastos irregulares de campanha, dois anos após a realização das eleições a prefeito. E assim Morro do Chapéu segue em sua existência plácida, devagar quase parando como é de sua natureza. Todavia essa morosidade ameaça tornar-se paralisia total, dada a situação vexaminosa que ora vive o município. As obras estão paradas, demissões em massa foram feitas, os servidores tiveram seus salários diminuídos e suspensas as gratificações e horas extras, os Agentes Comunitários de Saúde deflagraram mais uma greve, os índices de criminalidade aumentam a cada mês, a prostituição infantil é escancarada, enquanto os comerciantes vivem uma via crucis para receber seus pagamentos. Em suma, o município está falido.
Enquanto isso as emissoras de rádio locais, o jornal, os sites e blogs informativos, apresentam um quadro róseo da administração municipal como se vivêssemos no melhor dos mundos. Não se fala mais em uvas viníferas, não se fala mais em energia eólica alavancando o progresso da cidade, não se fala mais em creche de padrão nacional, não se fala mais em abatedouro. O que se fala nas ruas e que as rádios não repercutem é de um hotel em nome de laranja, em desvios de verba do PRONAF, em vereador favorecido no transporte de alunos para a região de Beira do Rio, em aparelhamento da Secretaria da Saúde empregando a sogra e a cunhada do prefeito, na filha da secretária, na sogra do proprietário de uma clínica que é favorecida com as consultas direcionadas a ela, em prioridade nas demandas do Grupão, enfim, um descalabro total.
Em se falando de Grupão é preciso dar uma explicação em que consiste esse ajuntamento de prefeito e ex-prefeitos. Em sua história política, pela primeira vez Morro do Chapéu viu a união dos Ferraz, dos Gomes, dos Cunegundes, dos Rochas e dos Barretos. Há até um Batista correndo por fora. E dando cobertura caso haja algum problema com a justiça, o deputado federal que aqui estacionou e não quer mais sair. Tudo isso com o propósito de isolar e aniquilar os Dourados. Contando ainda com a cobertura das emissoras de rádio locais, sites e blogs mais o jornal, era para a família já ter buscado outras atividades fora da política.  E, no entanto essa união regada a muito dinheiro e que parecia imbatível começa a apresentar algumas rachaduras desde que venceram o Dourados com apenas 20 votos de frente. E isso porque faltou dinheiro para seus adversários se não a derrota era favas contadas. Como pode ter isso ocorrido se o campo de atuação dos Dourados foi sendo destruído implacavelmente?
Comecemos pelo Hospital Maternidade São Francisco de Assis. Esse hospital foi criado com o objetivo de propiciar aos Dourados um centro de atendimento aos pacientes vez que no outro hospital o acesso sempre fora negado. O objetivo foi alcançado graças ao prestígio de Dr. Edgar Dourado Lima que sempre gozou da inteira confiança da população local. Os funcionários dessa casa de saúde eram fiéis à chefia comandada pelo médico. E isso passou a incomodar aos prefeitos adversários. Inúmeras tentativas foram feitas para fechá-lo, todas sem êxito. Até que se implantou a municipalização da saúde com a prefeitura sendo responsável pelos repasses do dinheiro aos hospitais. Isso possibilitou montar uma estratégia para acabar de vez com o São Francisco. Colocou-se lá uma pessoa de confiança no comando do hospital com o propósito de ter acesso aos documentos da contabilidade. De posse dos mesmos, eles foram entregues á prefeitura que os encaminhou à Promotoria Pública. Abriu-se um processo e o hospital finalmente foi fechado eliminando assim um baluarte dos Dourados. Passou-se então a bloquear as possibilidades de permanência no Derba e de algum outro órgão público que favorecesse a família. E para coroar a obra, compraram-se todos os chefes políticos. Todavia restou Francisca Neide a seu irmão Dr. Cláudio mais o Erico Sampaio. Essa pequena brecha quase destruiu as pretensões políticas do Grupão, como se viu. E agora, nas eleições a deputado, governadores e presidente, os Dourados deram uma excelente votação para seus candidatos a deputado, prenunciando uma eleição a prefeito tão acirrada como foi a última. Vejam que enquanto o Grupão persegue os Dourados, o município mergulha cada vez mais fundo na falência irremissível. A quem apelar?