quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Arlindo Chinaglia, do PT, achava que havia médico DEMAIS no Brasil. Queria vetar novos cursos em 2003…

  PL 65/2003. Autor: Deputado Arlindo Chinaglia, do PT/SP. Emenda: Proíbe a criação de novos cursos médicos e a ampliação de vagas nos cursos existentes, nos próximos dez anos e dá outras providências.
 
A íntegra do projeto de lei pode ser lida aqui. Os dois primeiros artigos já dão o teor da coisa:
 
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º Fica vedada a criação de novos cursos médicos nos dez anos seguintes à
promulgação desta Lei.
Art. 2º Fica vedada a ampliação de vagas nos cursos médicos existentes nos dez
anos seguintes à promulgação desta Lei.
 
Eis a justificação que o deputado deu para seu PL:
 
O primeiro objetivo desta Projeto de Lei é o de proteger a população do País contra a gravíssima ameaça resultante de cursos de Medicina de má qualidade, no Brasil ou no exterior.
O segundo objetivo é o de proteger os médicos brasileiros formados em instituições de bom nível, ainda a grande maioria, do aviltamento das suas condições de trabalho – contra a invasão do mercado de trabalho por diplomados em Medicina, sem adequada condição de exercê-la.
O Brasil já tem uma relação de médicos por habitante acima do índice recomendado por instituições internacionais que é de 12 médicos para 10.000 habitantes. Essa proporção deverá continuar crescendo com rapidez, uma vez que o aumento da população de medicos – que tem se mantido constante – é maior do que a taxa de crescimento do total da população ( que tem decrescido ).
Ao impedir a criação de novos cursos de Medicina e congelar o número de vagas, o Projeto contribui para barrar os interesses de uma verdadeira indústria no ensino. A esse respeito, grandes empresas de saúde já estão se apoderando/fundando escolas médicas, onde o objetivo não é aperfeiçoar o aparelho formador, mas sim obter mão-de-obra barata já a partir do trabalho dos estudantes e pós-graduandos e, posteriormente, com a superoferta no mercado.
A situação atual do mercado de trabalho já é muito mais grave em várias regiões e centros urbanos nacionais. Com as mudanças ora propostas, haverá uma melhor adequação do número de médicos às necessidades da população brasileira, que terá melhores profissionais e em número suficiente para atendê-la.
[...]
O Projeto de Lei estabelece, ainda, que o Poder Executivo deverá definir normas para controle de entrada de profissionais de outros países no mercado brasileiro. É de extrema importância que seja tomada tal medida, em vista da globalização da economia e especialmente da integração de nossa nação no Mercosul. O intercâmbio científico, cultural, econômico e social é uma realidade que devemos impulsionar, e para que isso ocorra em benefício de nossas populações, cada poder nacional deve ter regras democráticas. No exercício da medicina é necessário que os cursos feitos no exterior sejam validados como dispõe o art. 4º do presente projeto de Lei.
 
Quem te viu, quem te vê! O deputado petista achava que havia médico demais no país em 2003! Seu Projeto de Lei pretendia congelar as vagas em novas universidades. O petista estava preocupado com a “invasão de médicos de má qualidade” no país.
E o que temos hoje, após uma década do Projeto de Lei e do PT no poder? A situação caótica da medicina no país, os médicos sendo acusados pelo governo como fonte dos problemas, e a importação de milhares de “médicos” cubanos sem a devida qualificação e sem validar o diploma como exige a lei. É ou não é uma afronta aos brasileiros?
Funciona assim, para resumir: o próprio PT, via um de seus deputados mais conhecidos, tenta impedir a formação de novos médicos no país. Uma década depois, o PT aponta a falta de médicos no interior do país, e como solução “mágica” apresenta a importação de “médicos” provenientes de uma ditadura falida.
Mas tem gente que cai na ladainha do partido, acredita em suas boas intenções e que a medida é mesmo necessária. Seria cômico, não fosse trágico.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Diário da Dilma - Em festa de formiga não se elogia tamanduá




1º DE JULHO_Alma lavada com o título da Copa das Confederações. Fui ao jogo disfarçada de Shakira. Apareci no telão e ainda ganhei uma piscadela do Piqué. My hips don’t lie.
Reunião de emergência com o núcleo duro: João Santana, Celso Kamura e minha figurinista Luisa Stadtlander. Mercadante, meu farol de Alexandria, também veio. Na onda dos protestos, pressionei por um penteado menos trabalhoso. Em tempo de murici, cada qual cuida de si.

2 DE JULHO_Já tentei constituinte, plebiscito, pacto, médico gringo, o diabo. Nada cola. No meu tempo, protesto tinha palavra de ordem, a assembleia decidia antes o que ia acontecer, e o centralismo democrático resolvia tudo. Agora, como é que eu vou entender essa bagunça? Tudo o que eu proponho o pessoal acha ruim. Acordei e liguei para o Franklin Martins. O João não está dando conta do recado.

3 DE JULHO_Toda vez que o chupa-manga do Mantega bate no meu gabinete, levanto meu cartazinho de cartolina: “Pibinho NÃO.”

4 DE JULHO_Disse à imprensa que meu governo é “padrão Felipão”. Só manda quem tem bigode. Recado cheio de sutilezas, com repercussões até para o Mantega, que é imberbe.

5 DE JULHO_“550 quilômetros, 550 quilômetros. Para um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 quilômetros.” Cantei para o Renan. Ele sorriu e me confidenciou que já acumulou mais milhas na FAB do que o Henrique Alves, que é tido como imbatível. É mesmo admirável.

6 DE JULHO_Coisas do arco da velha acontecem naquele hospital de Amor à Vida. Exigi que o Padilha começasse a assistir de caderninho na mão. Uma novela com crase precisa ser levada a sério.

7 DE JULHO_Coitado do Cabralzinho! Depois daquele sapeca iaiá na porta da casa dele, agora aparece essa história do Juquinha andando de helicóptero. Ele adora aquele cachorrinho, que é mesmo muito fofo. Já que vai a família, por que não levar o Juquinha? Mas o povo não entende isso. Queriam o quê? Que jogassem uma guia lá do alto e fossem arrastando o Juquinha até Mangaratiba? Vou te contar uma coisa, está cada vez mais difícil. O aquário que eu ia dar para o Gabrielzinho vai ficar para depois do mandato. Não quero que digam que usei o corpo técnico do Ministério da Pesca em benefício próprio.

8 DE JULHO_Obama me ligou para dizer que o Guido Mantega sofre de constipação. Quando a gente para pra pensar, faz sentido. Estou começando a gostar desse negócio de espionagem. Pedi para ele verificar como anda o casamento do Lobão.

9 DE JULHO_Dei um perdido essa semana; coloquei uma peruca loira e fui ao cinema com a Erenice assistir ao Super-Homem. É com aquele garoto lindo que trabalhou nos Tudors. Ela colocou lente e um turbante para disfarçar um pouco. Depois comemos no McDonald’s o cheeseburger Angus que é o fino! Arrematei com um sorvete com calda de caramelo que eu adoro. Voltei de ônibus e ainda puxei um coro contra a tarifa. Ninguém me reconheceu.

10 DE JULHO_Segunda vaia que eu tenho que engolir. Agora foram os prefeitos. Virei Geni. Tanta injustiça só se justificará se o Chico fizer uma canção.

11 DE JULHO_Mandei o Patriota dar um pulo na Bolívia para ver se soltam aqueles corintianos. Ele disse que nem adianta, que tá tudo dominado. Estou precisando acertar uma. Não aguento mais tanta rejeição. Não sou de ferro, dói muito. Titia tentou me consolar. Me levou um Nescau quentinho na cama e disse que isso passa, que o povo é ingrato mesmo, que eu sou boa demais para esse país de menos. Ela foi falando, falando, falando até que dormi.

12 DE JULHO_Reunião com a tchurma do Mercosul desanuvia um pouco. A gente não precisa pensar muito. Conversamos na língua do “p” para dificultar o trabalho da NSA.

13 DE JULHO_José Dirceu veio com um papo confuso sobre controle social da Mídia Ninja. Fiz cara de paisagem e mandei apenas um recado: se queres um grilo, vá pari-lo.

14 DE JULHO_Passei o domingão pensando em maneiras de emplacar esse plebiscito. Talvez convocar mamãe e titia para queimarmos uns pneus em frente ao Congresso. Estamos tão unidas agora.

15 DE JULHO_Essas cantoras evangélicas são umas fofas. Oraram pelo governo Dilminha. Disse que era para passar no gabinete do Guido depois. Toda ajuda é bem-vinda.

16 DE JULHO_Por que é que eu fui inventar essa história de importar médico cubano? Qualquer dia nem consigo entrar no Sírio Libanês.

18 DE JULHO_Esse PMDB é uma bola mesmo. Agora sugerem reduzir o número de ministérios. É como se o PSTU sugerisse reduzir o número de passeatas, ou o Roberto Justus me pedisse para cortar a quantidade de laquê.

19 DE JULHO_Estou na maior saia justa. Vou ter que tirar a Ideli e já estou prevendo o barraco. O pior é que ela não tem mandato e ministro não tem seguro-desemprego. O salário daquele soldado marido dela deve ser uma merreca. O jeito é achar uma vaga num conselho qualquer. Não é nada, não é nada, uma reunião mensal pode render uns cinco paus. Não sei se coloco no lugar dela o Mercadante ou a Gleisi. Vou ter que agir com a cabeça, e não com o coração.

20 DE JULHO_Cabral anda precisando de uma consultoria com o João Santana. Tá culpando “forças internacionais” pelos protestos. Cuidado para não acabar como o Jânio. Em festa de formiga não se elogia tamanduá.

21 DE JULHO_E esse bebê da Kate que não nasce, hein? Já tá me dando dor nas juntas de tanta ansiedade!

22 DE JULHO_Gilbertinho tá deslumbrado com essa JMJ. Queria até cantar para o papa. Disse que só autorizava se ele se confessasse. Mudou logo de assunto.

23 DE JULHO_Ai, meu Deus, como estou atrasada para ir ao Rio esperar o papa! Pedi para o Gilbertinho mandar o avião papal dar umas voltas até eu chegar. A cabeleireira errou na minha escova e a costureira entregou a roupa com um defeitinho na barra. Quase tive um chilique e mandei refazer.
Acabou atrasando tudo. Mas gostei de ter ido. O papa é simpaticão, cumprimentou todo mundo numa boa, sem frescura. Pedi para ele operar o milagre da transferência de popularidade.
Duro foi a fila depois. Pela quantidade de gente, essa história de que os evangélicos estão tomando conta deve ser mentira. Renan, Henrique, Cabral, cada um querendo mais bênção do que o outro, o que até compreendo. O diabo é que essas coisas tomam tempo e o bebê real tinha nascido. Eu doida para ver a cara do fofonildo e aquele mar de gente. Só a Ideli ficou uns dois minutos aprendendo de cor uma oração para combater o culote.

24 DE JULHO_O Aldo também no jatinho da FAB???!! Meu Deus, essa nem o Enver Hoxha aprovaria! O PCdoB não era disso. Tô bege!

25 DE JULHO_Vou proibir pesquisa de opinião. Já chamei o Márcio Thomaz Bastos para ver como fazer o decreto sem parecer censura. A cada pesquisa eu caio um pouquinho. Não sou ação do Eike!

27 DE JULHO_O mês está acabando e nenhuma das minhas ideias para acabar com esses protestos vingou. O Franklin ficou de me dar umas ideias novas, mas já não se faz revolução como antigamente. Ainda que pôr fogo em lata de lixo não derrube presidente. E está pegando mal esse negócio de depredar banco, loja, a rede Globo. Qualquer hora o vento ainda acaba virando a meu favor.

28 DE JULHO_Vou apresentar o Gabrielzinho para a Kate. Ele e o George Alexander Louis têm grau idêntico de fofice

O Brasileiro típico

Na tipologia de Lukács, que distingue entre os personagens que sofrem porque sua consciência é mais ampla que a do meio em que vivem e os que não conseguem abarcar a complexidade do meio, a literatura brasileira criou um terceiro tipo: aquele cuja consciência não está nem acima nem abaixo da realidade, mas ao lado dela, num mundo à parte todo feito de ficções retóricas e afetação histriônica. Em qualquer outra sociedade conhecida, um tipo assim estaria condenado ao isolamento. Seria um excêntrico.
No Brasil, ao contrário, é o tipo dominante: o fingimento é geral, a fuga da realidade tornou-se instrumento de adaptação social. Mas adaptação, no caso, não significa eficiência, e sim acomodação e cumplicidade com o engano geral, produtor da geral ineficiência e do fracasso crônico, do qual em seguida se busca alívio em novas encenações, seja de revolta, seja de otimismo. Na medida em que se amolda à sociedade brasileira, a alma se afasta da realidade — e vice-versa. Ter a cabeça no mundo da lua, dar às coisas sistematicamente nomes falsos, viver num estado de permanente desconexão entre as percepções e o pensamento é o estado normal do brasileiro. O homem realista, sincero consigo próprio, direto e eficaz nas palavras e ações, é que se torna um tipo isolado, esquisito, alguém que se deve evitar a todo preço e a propósito do qual circulam cochichos à distância.
Meu amigo Andrei Pleshu, filósofo romeno, resumia: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal.” Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar.
Sem ter em conta esses dados, ninguém entende uma só discussão pública no Brasil. Porque, quando um brasileiro reclama de alguma coisa, não é que ela o incomode de fato. Não é nem mesmo que exista. É apenas que ele gostaria de que existisse e fosse má, para pôr em evidência a bondade daquele que a condena. Tudo o que ele quer é dar uma impressão que, no fundo, tem pouco a ver com a coisa da qual fala. Tem a ver apenas com ele próprio, com sua necessidade de afeto, de aplauso, de aprovação. O assunto é mero pretexto para lançar, de maneira sutil e elegante, um apelo que em linguagem direta e franca o exporia ao ridículo.
Esse ardil psicológico funda-se em convenções provisórias, criadas de improviso pela mídia e pelo diz que diz, que apontam à execração do público umas tantas coisas das quais é bom falar mal. Pouco importa o que sejam. O que importa é que sua condenação forma um “topos”, um lugar-comum: um lugar no qual as pessoas se reúnem para sentir-se bem mediante discursos contra o mal. O sujeito não sabe, por exemplo, o que são transgênicos. Mas viu de relance, num jornal, que é coisa ruim. Melhor que coisa ruim: é coisa de má reputação. Falando contra ela, o cidadão sente-se igual a todo mundo, e rompe por instantes o isolamento que o humilha.
Essa solidariedade no fingimento é a base do convívio brasileiro, o pilar de geleia sobre o qual se constroem uma cultura e milhões de vidas. Em outros lugares as pessoas em geral discutem coisas que existem, e só as discutem porque perceberam que existem. Aqui as discussões partem de simples nomes e sinais, imediatamente associados a valores, ao ruim e ao bom, a despeito da completa ausência das coisas consideradas.
Não se lê, por exemplo, um só livro de história que não condene a “história oficial” — a história que celebra as grandezas da pátria e omite as misérias da luta de classes, do racismo, da opressão dos índios e da vil exploração machista. Em vão buscamos um exemplar da dita-cuja. Não há cursos, nem livros, nem institutos de história oficial. Por toda parte, nas obras escritas, nas escolas de crianças e nas academias de gente velha, só se fala da miséria da luta de classes, do racismo, de índios oprimidos e da vil exploração machista. Há quatro décadas a história militante que se opunha à história oficial já se tornou hegemônica e ocupou o espaço todo. Se há alguma história oficial, é ela própria.
Mas, sem uma história oficial para combater, ela perderia todo o encanto da rebeldia convencional, pondo à mostra os cabelos brancos que assinalam sua identidade de neo-oficialismo consagrado — balofo, repetitivo e caquético como qualquer academismo. Direi então que açoita um cavalo morto? Não é bem isso. Ela própria é um cavalo morto. Um cavalo morto que, para não admitir que está morto, escoiceia outro cavalo morto. Todo o “debate brasileiro” é uma troca de coices num cemitério de cavalos

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O fascismo do PT contra os médicos

 O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os "judeus do PT".

Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo "descobriu" que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.
E por que os médicos brasileiros "não querem ir"?
A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?
O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer "contrapor" os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.
A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego decente está aquém do investimento na formação.
Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.
Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.
Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.
É um erro achar que "um médico só faz o verão", como se uma "andorinha só fizesse o verão". Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.
Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada "salva vidas". Isso é coisa de cinema barato.
E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre "camaradas". Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.
Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.
É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, "arregaça as mangas" e resolve "salvar o povo".
A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo "salvador da pátria" importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.
Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.
Luis Felipe Pondé

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Prefeituras estão demitindo médicos para… contratar os do “Mais Médicos”!

O “Mais Médicos” de Dilma Rousseff começa a se mostrar a cruza malsucedida da vaca com o jumento. O híbrido nem dá leite nem puxa carroça. Mal começou, e o resultado vai saindo pelo avesso. A Folha publica reportagem na edição de hoje demonstrando que, em muitos municípios, em vez de aumento de médicos, está havendo substituição. Os que já estão contratados estão sendo demitidos para receber os profissionais ligados ao programa federal. Leiam trechos:
Alívio nas contas:
Para aliviar as contas dos municípios, médicos contratados por diferentes prefeituras no país serão trocados por profissionais do Mais Médicos, programa do governo Dilma Rousseff (PT) para levar estrangeiros e brasileiros para atendimento de saúde no interior e nas periferias. Na prática, a medida anunciada à Folha por prefeitos e secretários de saúde pode ameaçar a principal bandeira do plano: a redução da carência de médicos nesses lugares.
A reportagem identificou 11 cidades, de quatro Estados, que pretendem fazer demissões para receber as equipes do governo federal. Segundo as prefeituras, essa substituição significa economia, já que a bolsa de R$ 10 mil do Mais Médicos é totalmente custeada pela União.
(…)
As cidades que já falam em trocar suas equipes estão no Amazonas (Coari, Lábrea e Anamã), na Bahia (Sapeaçu, Jeremoabo, Nova Soure e Santa Bárbara), no Ceará (Barbalha, Cascavel, Canindé) e em Pernambuco (Camaragibe).
(…)
“Dar lugar para um cubano”
Hoje, em Murici, povoado de Sapeaçu (município a 150 km de Salvador), será o último dia de trabalho da médica mineira Junice Moreira, 47, no posto de saúde da família. “Eu estava de plantão na quarta-feira da semana passada quando me ligaram. Disseram que eu tinha que dar lugar a um cubano”, afirma.
O aviso da demissão partiu da Coofsaúde –cooperativa que faz o pagamento dos médicos que trabalham no município, por meio de contrato com a prefeitura. A Coofsaúde confirma a saída de Junice e também que, em seu lugar, entrará um profissional do programa federal Mais Médicos. A Prefeitura de Murici nega que o substituto de Junice será um médico cubano.
(…)
“Se possível, trocar todos”
Em Barbalha (a 564 km de Fortaleza), dois médicos contratados pela prefeitura serão demitidos para dar lugar a outros dois do Mais Médicos. É uma das quatro cidades do Ceará que confirmaram que farão a substituição. “Eles só serão dispensados quando os novos se apresentarem, para poder fazer a permuta”, afirmou a secretária-adjunta de Saúde do município, Desirée de Sá Barreto.
(…)
Dos 42 médicos que atuam na atenção básica do município, metade, segundo a Secretaria de Saúde, não é concursada. A ideia é substituí-los gradativamente pelos contratados pelo ministério. “Se fosse possível, botaríamos todos [pelo] Mais Médicos, porque não teríamos o custo do salário mensal dos profissionais.”
(…)

Deputado-presidiário – A lista dos faltosos revela como atuaram os partidos: PT lidera na quantidade; PP, na proporção; PSD está no topo, ao lado do PSB, do presidenciável Eduardo Campos; dois tucanos graúdos se ausentaram

Esse troço deu um trabalho danado, mas vale a pena ver o resultado. Neste post, há a lista dos deputados que faltaram à sessão que decidiu o destino do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Agrupei os valentes por bancada. Sim, há pessoas que estão doentes, como José Genoino e Romário. Mas é claro que essa não é a regra. Em números absolutos, o PT lidera a lista dos faltosos, com 21 deputados, seguido pelo PMDB, com 15. O PP vem em seguida, com 14. O PSD, logo atrás, com 12. Como o que define o resultado é o número absoluto de parlamentares, então se pode dizer que o PT é quem mais colaborou com a estratégia. Mas há uma outra leitura possível, bastante relevante: considerar o número de faltosos segundo o tamanho da bancada. Aí, a ordem é esta. Leiam. Volto em seguida.
Partidos com até 10 deputados
PP (14) – 35,9% dos 39 deputados
PSD (11) – 26,6% dos 45 deputados
PSB (6) – 24% dos 25 deputados
PT (21) – 23,9% dos 88 deputados
DEM (6) – 22,2% dos 27 deputados
PR (8) – 21% dos 38 deputados
PCdoB-BA (2) – 15,4% dos 13 deputados
PMDB (15) – 18,5% dos 81 deputados
PPS (2) – 18,2% dos 11 deputados
PSDB (6) – 12,2% dos 49 deputados
PSC (2) – 12,5% dos 16 deputados
PDT (3) – 11,5% dos 26 deputados
PTB (2) – 11,1 % dos 18 deputados
PV (1) – 10% dos 10 deputados
PRB (1) – 10% dos 10 deputados
Partidos com menos de 10 deputados
Sem partido – (1)
PMN (1) – 33,3% dos 3 deputados
PTdoB (1) – 33,33% de 3 deputados
Retomo
Vejam ali. O PP de Paulo Maluf (SP) é mesmo imbatível. Quase 36% da bancada deixou de votar. Em segundo lugar, olhem lá, aparece o PSD, comandado por Gilberto Kassab. Também não surpreende ninguém. Chamo a atenção para o fato de que o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, está percentualmente à frente do PT.
O PSDB anunciou que vai recorrer ao STF para tentar reverter o resultado absurdo. Faz bem, mas que se note: 6 deputados do partido se ausentaram da votação, incluindo Marcos Pestana (MG) e Sérgio Guerra (PE), que hoje compõem a linha de frente da pré-campanha de Aécio à Presidência e são dois tucanos graúdos.
A lista segue abaixo. Vocês verão que, entre os ausentes, está Gabriel Chalita (PMDB-SP), que se tornou notório por dar palestras sobre ética — deve ter escrito um monte de livros a respeito. Faz sentido. O ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigá-lo. O inquérito pretende apurar denúncia feita pelo analista de sistemas Roberto Leandro Grobman, que trabalhou durante anos com o grupo educacional COC e diz ter sido indicado para se aproximar de Chalita para prospectar negócios para o grupo.
Segue a lista.
PT-PR (21) – 23,9% dos 88 deputados
Angelo Vanhoni (PT-PR) – (61) 3215-5672 – dep.angelovanhoni@camara.leg.br
Anselmo de Jesus (PT-RO) – (61) 3215-5948 – dep.anselmodejesus@camara.leg.br
Artur Bruno (PT-CE) – (61) 3215-5467 – dep.arturbruno@camara.leg.br
Beto Faro (PT-PA) – (61) 3215-5723 – dep.betofaro@camara.leg.br
Biffi (PT-MS) – (61) 3215-5260 – dep.biffi@camara.leg.br
Bohn Gass (PT-RS) – (61) 32155269 – dep.bohngass@camara.leg.br
Iriny Lopes (PT-ES) – (61) 3215-5469 – dep.irinylopes@camara.leg.br
João Paulo Cunha (PT-SP) – (61) 3215-5965 – dep.joaopaulocunha@camara.leg.br
José Genoino (PT-SP) – (61) 3215-5967 – dep.josegenoino@camara.leg.br
Josias Gomes (PT-BA) – (61) 3215-5642 – dep.josiasgomes@camara.leg.br
Luiz Alberto (PT-BA) – (61) 3215-5954 – dep.luizalberto@camara.leg.br
Marcon (PT-RS) – (61) 3215-5569 – dep.marcon@camara.leg.br
Marina Santanna (PT-GO) – (61) 3215-5279 – dep.marinasantanna@camara.leg.br
Miguel Corrêa (PT-MG) – (61) 3215-5627 – dep.miguelcorrea@camara.leg.br
Weliton Prado (PT-MG) – (61) 3215-5862 – dep.welitonprado@camara.leg.br
Vicentinho (PT-SP) – (61) 3215-5740 – dep.vicentinho@camara.leg.br
Odair Cunha (PT-MG) – (61) 3215-5556 – dep.odaircunha@camara.leg.br
Pedro Eugênio (PT-PE) – (61) 3215-5902 – dep.pedroeugenio@camara.leg.br
Pedro Uczai (PT-SC) – (61) 3215-5229 – dep.pedrouczai@camara.leg.br
Rogério Carvalho (PT-SE) – (61) 3215-5641 – dep.rogeriocarvalho@camara.leg.br
Ronaldo Zulke (PT-RS) – (61) 3215-5858 – dep.ronaldozulke@camara.leg.br
PMDB (15) – 18,5% dos 81 deputados
Alceu Moreira (PMDB-RS) – (61) 3215-5445 – dep.alceumoreira@camara.leg.br
André Zacharow (PMDB-PR) – (61) 3215-5238 – dep.andrezacharow@camara.leg.br
Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA) – (61) 3215-5537 – dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br
Asdrubal Bentes (PMDB-PA) – (61) 3215-5410 – dep.asdrubalbentes@camara.leg.br
Carlos Bezerra (PMDB-MT) – (61) 3215-5815 – dep.carlosbezerra@camara.leg.br
Darcísio Perondi (PMDB-RS) – (61) 3215-5518 – dep.darcisioperondi@camara.leg.br
Eliseu Padilha (PMDB-RS) – (61) 3215-5222 – dep.eliseupadilha@camara.leg.br
Gabriel Chalita (PMDB-SP) – (61) 3215-5817 – dep.gabrielchalita@camara.leg.br
Genecias Noronha (PMDB-CE) – (61) 3215-5244 – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
José Priante (PMDB-PA) – (61) 3215-5752 – dep.josepriante@camara.leg.br
Júnior Coimbra (PMDB-TO) – (61) 3215-5274 – dep.juniorcoimbra@camara.leg.br
Leonardo Quintão (PMDB-MG) – (61) 3215-5914 – dep.leonardoquintao@camara.leg.br
Mário Feitoza (PMDB-CE) – (61) 3215-5371 – dep.mariofeitoza@camara.leg.br
Newton Cardoso (PMDB-MG) – (61) 3215-5932 – dep.newtoncardoso@camara.leg.br
Renan Filho (PMDB-AL) – (61) 3215-5907 – dep.renanfilho@camara.leg.br
PP (14) – 35,9% dos 39 deputados
Afonso Hamm (PP-RS) – (61) 3215-5604 – dep.afonsohamm@camara.leg.br
Beto Mansur (PP-SP) – (61) 3215-5616 – dep.betomansur@camara.leg.br
Carlos Magno (PP-RO) – (61) 3215-5213 – dep.carlosmagno@camara.leg.br
Guilherme Mussi (PP-SP) – (61) 3215-5712 – dep.guilhermemussi@camara.leg.br
José Linhares (PP-CE) – (61) 3215-5860 – dep.joselinhares@camara.leg.br
José Otávio Germano (PP-RS) – (61) 3215-5424 – dep.joseotaviogermano@camara.leg.br
Luiz Fernando Faria (PP-MG) – (61) 3215-5339 – dep.luizfernandofaria@camara.leg.br
Waldir Maranhão (PP-MA) – (61) 3215-5541 – dep.waldirmaranhao@camara.leg.br
Vilson Covatti (PP-RS) – (61) 3215-5228 – dep.vilsoncovatti@camara.leg.br
Toninho Pinheiro (PP-MG) – (61) 3215-5584 – dep.toninhopinheiro@camara.leg.br
Paulo Maluf (PP-SP) – (61) 3215-5512 – dep.paulomaluf@camara.leg.br
Pedro Henry (PP-MT) – (61) 3215-5829 – dep.pedrohenry@camara.leg.br
Renato Molling (PP-RS) – (61) 3215-5337 – dep.renatomolling@camara.leg.br
Renzo Braz (PP-MG) – (61) 3215-5373 – dep.renzobraz@camara.leg.br
PSD (12) – 26,6% dos 45 deputados
Dr. Luiz Fernando (PSD-AM) – (61) 3215-5520 – dep.dr.luizfernando@camara.leg.br
Edson Pimenta (PSD-BA) – (61) 3215-5403 – dep.edsonpimenta@camara.leg.br
Eduardo Sciarra (PSD-PR) – (61) 3215-5433 – dep.eduardosciarra@camara.leg.br
Eliene Lima (PSD-MT) – (61) 3215-5837 – dep.elienelima@camara.leg.br
Fernando Torres (PSD-BA) – (61) 3215-5462 – dep.fernandotorres@camara.leg.br
Heuler Cruvinel (PSD-GO) – (61) 3215-5275 – dep.heulercruvinel@camara.leg.br
Homero Pereira (PSD-MT) – (61) 3215-5960 – dep.homeropereira@camara.leg.br
João Lyra (PSD-AL) – (61) 3215-5720 – dep.joaolyra@camara.leg.br
José Carlos Araújo (PSD-BA) – (61) 3215-5246 – dep.josecarlosaraujo@camara.leg.br
Manoel Salviano (PSD-CE) – (61) 3215-5506 – dep.manoelsalviano@camara.leg.br
Marcos Montes (PSD-MG) – (61) 3215-5334 – dep.marcosmontes@camara.leg.br
Sérgio Brito (PSD-BA) – (61) 3215-5638 – dep.sergiobrito@camara.leg.br
PR (8) – 21% dos 38 deputados
Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG) – (61) 3215-5854 – dep.bernardosantanadevasconcellos@camara.leg.br
Inocêncio Oliveira (PR-PE) – (61) 32155963 – dep.inocenciooliveira@camara.leg.br
Laercio Oliveira (PR-SE) – (61) 3215-5629 – dep.laerciooliveira@camara.leg.br
Manuel Rosa Neca (PR-RJ) – (61) 3215-5341 – dep.manuelrosaneca@camara.leg.br
Zoinho (PR-RJ) – (61) 3215-5619 – dep.zoinho@camara.leg.br
Zé Vieira (PR-MA) – (61) 3215-5405 – dep.zevieira@camara.leg.br
Vicente Arruda (PR-CE) – (61) 3215-5603 – dep.vicentearruda@camara.leg.br
Valdemar Costa Neto (PR-SP) – (61) 3215-5542 – dep.valdemarcostaneto@camara.leg.br
PSB (6) – 24% dos 25 deputados
Abelardo Camarinha (PSB-SP) – (61) 3215-5609 – dep.abelardocamarinha@camara.leg.br
Alexandre Roso (PSB-RS) – (61) 3215-5742 – dep.alexandreroso@camara.leg.br
Antonio Balhmann (PSB-CE) – (61) 3215-5522 – dep.antoniobalhmann@camara.leg.br
Beto Albuquerque (PSB-RS) – (61) 3215-5338 – dep.betoalbuquerque@camara.leg.br
Sandra Rosado (PSB-RN) – (61) 3215-5650 – dep.sandrarosado@camara.leg.br
Paulo Foletto (PSB-ES) – (61) 3215-5839 – dep.paulofoletto@camara.leg.br
DEM (6) – 22,2% dos 27 deputados
Abelardo Lupion (DEM-PR) – (61) 3215-5515 – dep.abelardolupion@camara.leg.br
Betinho Rosado (DEM-RN) – (61) 3215-5840 – dep.betinhorosado@camara.leg.br
Claudio Cajado (DEM-BA) – (61) 3215-5630 – dep.claudiocajado@camara.leg.br
Eli Correa Filho (DEM-SP) – (61) 3215-5519 – dep.elicorreafilho@camara.leg.br
Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) – (61) 3215-5538 – dep.jorgetadeumudalen@camara.leg.br
Lira Maia (DEM-PA) – (61) 3215-5516 – dep.liramaia@camara.leg.br
PSDB (6) – 12,2% dos 49 deputados
Carlos Roberto (PSDB-SP) – (61) 3215-5568 – dep.carlosroberto@camara.leg.br
Marco Tebaldi (PSDB-SC) – (61) 3215-5483 – dep.marcotebaldi@camara.leg.br
Marcus Pestana (PSDB-MG) – (61) 3215-5715 – dep.marcuspestana@camara.leg.br
Vanderlei Macris (PSDB-SP) – (61) 3215-5348 – dep.vanderleimacris@camara.leg.br
Sérgio Guerra (PSDB-PE) – (61) 3215-5754 – dep.sergioguerra@camara.leg.br
Pinto Itamaraty (PSDB-MA) – (61) 3215-5933 – dep.pintoitamaraty@camara.leg.br
PDT (3) – 11,5% dos 26 deputados
Enio Bacci (PDT-RS) – (61) 3215-5930 – dep.eniobacci@camara.leg.br
Giovani Cherini (PDT-RS) – (61) 32155468 – dep.giovanicherini@camara.leg.br
Giovanni Queiroz (PDT-PA) – (61) 3215-5618 – dep.giovanniqueiroz@camara.leg.br
PCdoB-BA (2) – 15,4% dos 13 deputados
Alice Portugal (PCdoB-BA) – (61) 3215-5420 – dep.aliceportugal@camara.leg.br
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) – (61) 3215-5622 – dep.jandirafeghali@camara.leg.br
PPS (2) – 18,2% dos 11 deputados
Almeida Lima (PPS-SE) – (61) 3215-5726 – dep.almeidalima@camara.leg.br
Arnaldo Jardim (PPS-SP) – (61) 3215-5245 – dep.arnaldojardim@camara.leg.br
PTB (2) – 11,1 % dos 18 deputados
Jovair Arantes (PTB-GO) – (61) 3215-5504 – dep.jovairarantes@camara.leg.br
Sabino Castelo Branco (PTB-AM) – (61) 3215-5911 – dep.sabinocastelobranco@camara.leg.br
PSC (2) – 12,5% dos 16 deputados
Nelson Padovani (PSC-PR) – (61) 3215-5513 – dep.nelsonpadovani@camara.leg.br
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) – (61) 3215-5254 – dep.pastormarcofeliciano@camara.leg.br
PV (1) – 10% dos 10 deputados
Eurico Júnior (PV-RJ) – (61) 3215-5375 – dep.euricojunior@camara.leg.br
PMN (1) – 33,3% dos 3 deputados
Jaqueline Roriz (PMN-DF) – (61) 3215-5408 – dep.jaquelineroriz@camara.leg.br
PRB (1) – 10% dos 10 deputados
Vilalba (PRB-PE) – (61) 3215-5915 – dep.vilalba@camara.leg.br
PTdoB (1) – 33,33% de 3 deputados
Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) – (61) 3215-5230 – dep.rosinhadaadefal@camara.leg.br
Sem partido (1)
Romário (sem partido-RJ) – (61) 3215-5411 – dep.romario@camara.leg.br

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Araguaia e a caixa de foguetes sem os foguetes

Nós seres humanos adotamos padrões de comportamento que nos foram impostos ou aprendidos e que nos dão uma confortável convivência em sociedade. Até a pouco tempo um gay era visto com uma aberração e hoje até jogador de futebol, área predominantemente machista, anda dando “selinho” em outro homem. Houve até um coroa casado e pai de três filhos, que apareceu na TV travestido de mulher dizendo que tinha assumido sua verdadeira personalidade. A esposa e filhos assistiram aquele papel ridículo, para dizer o mínimo, muito constrangidos.

Mas tudo isso é considerado como coisa normal hoje em dia. O que não é normal é usar uma caixa de foguetes como cesta de pães. Explico. O Campeonato de Futebol do Araguaia teve início no domingo dia 18 de agosto. Antes, como é de praxe, foi oferecido um café da manhã para os participantes e para o pessoal ligado ao esporte. Devo dizer que o último café da manhã oferecido no ano passado no qual Laurinho comandava o Araguaia, foi composto de vários sucos, chocolate quente, bolos de maracujá, chocolate e limão, avoador, bolachas, refrigerantes, café, presunto, queijo, enfim foi uma fartura. Esse ano o evento foi bem pobrezinho: três tipos de pães e sem queijo e presunto; dois tipos de bolos de farinha de trigo sem cobertura e pão de queijo frio; chocolate de caixinha e quase frio e o suco era de maracujá do mato e mais alguns refrigerantes. Diante desse cardápio fraquinho a turma não deu muita bola para os comestíveis e então, vendo que ia sobrar muito pão e bolo procurei dar um reforço no meu café da noite (era domingo e a empregada não trabalha nesse dia) levando alguns para casa. É bom que se diga que isso é prática corriqueira em outras festas quando algumas mulheres enchem suas bolsas com os salgadinhos e doces e ninguém fala nada. E depoisl sou ou não sou o presidente da Associação Carente dos Bocas Vazias?

O fato é que procurei um saco plástico e não encontrei, nem outro recipiente para acomodar as mercadorias. Os únicos que haviam ali eram as caixas de foguetes já vazias. Nem pensei duas vezes; enchi uma e tratei de guardar num local para pegar depois. Meus amigos, nem lhes conto! Foi a maior resenha. Não se falou de outra coisa durante a semana. Nem o selinho do Emerson Sheik, jogador do Corinthians, num companheiro mereceu tanta atenção. Os resenheiros das rádios locais tiraram o maior barato com minha cara. Até o prefeito foi informado do ocorrido enquanto desfilava pelas ruas em direção ao Araguaia. E quando chego lá o que encontro? Duas bandejas cheias com os pães. Ninguém deu trela. Muitos pensaram que foram os pães que eu peguei e que deviam estar com gosto de pólvora, daí a rejeição. A salvação foi umas crianças que apareceram por lá vendendo picolé que aceitaram nosso convite a deram fim nos pães. O negócio da turma era carne com farinha.

Todos nós amantes das manhãs de domingo no Araguaia ficamos muito satisfeitos tal a quantidade de gente que apareceu na abertura do campeonato; o estádio ficou lotado. Também apareceram uns ferozes bocas vazias para mim desconhecidos e já estou tomando as providências para cadastrar todo mundo. Beliscada no tira gosto de Jarionei só com o aval da Associação se não os filiados vão começar a chiar. Precisamos acabar com essa folga. Vereador apareceu e de monte mas ninguém se arriscou a chegar perto da barraca com medo do assédio dos bocas vazias e outras bocas não tão vazias. Ah, sim, Zé Ribeiro apareceu por lá mas todo mundo já o conhece e sabe que daquele mato não sai coelho. Pela Frango tentou tomar uma gelada escondido ao lado da barraca mas não teve jeito, a turma logo o identificou e ele teve de deixar algumas cachaças pagas.

E para fechar com chave de ouro essa crônica, devo dizer que já conseguimos um patrocínio permanente da vereadora Rose Araújo que através de seu esposo Magal nos comunicou que vai colaborar com o tira gosto oferecido na barraca do Jarionei. Inclusive Magal já nos informou que vai fazer reportagens ao vivo no Araguaia para a Brilhante FM a exemplo do que fez no Raimundão. De modo que agora teremos um canal direto para nossas reivindicações. Reivindicações referentes à barraca do Jarionei, bem entendido.